Equipes de saúde de Marechal Cândido Rondon definiram em reunião as estratégias com relação ao novo ano epidemiológico da dengue, que iniciou no mês de agosto e segue até julho de 2021. Participaram do encontro, a secretária de Saúde, Marciane Specht, a coordenadora do Setor de Endemias, Solange Rohr, e a supervisora de endemias, Rejane Wiederkehr.
De acordo com o último LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti), feito em outubro, o índice em Marechal Rondon é de 0,3%, abaixo dos 1%, que é o número considerado aceitável pelo Ministério da Saúde.
Segundo Marciane, mesmo o índice sendo considerado baixo, os trabalhos por parte do poder público municipal, durante todo o ano, não param. “Os agentes seguem fazendo ações de tratamento em cada ciclo, verificação nos pontos estratégicos e atendendo denúncias. Esse trabalho não pode parar. Também realizamos um trabalho de conscientização da população. É necessário que todos juntos, administração municipal, sociedade civil organizada e comunidade rondonense estejamos unidos mais uma vez contra a dengue. Todos nós fizemos parte desta batalha contra a dengue”, enfatiza.
Sobre a possibilidade de arrastões em bairros, segundo a secretária, a realização ou não vai depender do LIRAa, que terá novo índice divulgado em janeiro.No auge da epidemia da dengue em Marechal Rondon, em meados de março deste ano, o índice foi de 1,4%. No ano epidemiológico 2019/2020, foram registradas 2.356 notificações, sendo 1.981 confirmações e cinco óbitos. Na época, de acordo com a secretária Marciane, os números se agravaram muito, pois, desde agosto de 2019, não havia mais inseticida (malathion) disponível para fazer o bloqueio ao redor dos quarteirões do caso suspeito, isso, juntamente com o descuido de parte da população, que acabou resultando em uma epidemia no município.
Para este ano epidemiológico, conforme a secretária de Saúde, até o momento, o estoque de inseticida é suficiente.
Regiões problemáticas Com base nos números atuais, o Setor de Endemias detectou que as regiões dos bairros Rainha, Higienópolis e Augusto são onde há mais focos do mosquito da dengue. “Os focos estão sendo encontrados, na grande maioria das vezes, em tanques de lavar roupas abandonados, pratos de vasos de flores, lixo domiciliar, piscinas de plástico (que ficam por mais de dois dias sem uso), calhas, postes de cercas ocos, caixas sépticas, ralos, etc. A atenção deve ser dada para todos os espaços”, destacou a secretária.
Os agentes de endemias alertam que muitas pessoas usam água sanitária para eliminar focos do mosquito da dengue, porém, já está comprovado que não há eficácia com este produto. A recomendação é para o uso de cal virgem ou cloro. Marciane lembra que os agentes de endemias ao encontrarem um foco em uma residência ou empresa, primeiro aplicam uma notificação. O dono do imóvel tem 48 horas para resolver o problema. Caso não seja sanado, receberá uma multa. E dentro do período de um ano, caso o imóvel seja reincidente, a multa é dobrada.