A previsão inicial de colheita de cinco milhões de toneladas nos Núcleos Regionais da Seab (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento) de Toledo e de Cascavel tiveram os dados revisados e a expectativa é para que esta safrinha renda quatro milhões de toneladas. A quebra de 20% foi observada ainda antes do início da colheita e há a possibilidade de ela ser maior, mais uma vez influenciada pelas condições climáticas.

Primeiro foi o excesso de chuva, depois foi a estiagem que castigou as lavouras do oeste com problemas no chamado enchimento dos grãos. A expectativa inicial era de que a região colhesse quatro em cada dez sacas do produto no estado na chamada safrinha, que no diminutivo tem apenas o nome, mas agora estes dados dependem exclusivamente do fim da colheita para serem certificados.

Segundo a economista do Deral (Departamento de Economia Rural), Jovir Ésser no início desta semana em torno de 33% das lavouras já haviam sido colhidas. “E as perdas confirmadas nelas são os mesmos 20% que trabalhávamos antes do início da colheita”, explicou

Desta forma, dos 734,5 mil hectares que foram destinados ao cereal no cultivo de inverno no oeste, 300 mil no núcleo de Cascavel onde estão 28 municípios e 434,5 mil no núcleo de Toledo que compreende 20 municípios, em torno de 220 mil hectares já foram retirados do campo e seguem para os silos e armazéns. Isso significa que pelo menos 1,2 milhão de toneladas já estão estocadas ou seguem para a indústria da transformação.

Mas se por um lado há quebra expressiva mais uma vez, o ponto que deixa o produtor menos receoso, mas que preocupa a indústria, diz respeito à valorização da saca do cereal, em torno de 90% em um ano. Na semana passada 60 quilos de milho eram cotados a R$ 36 na região, no mesmo período do ano passado eram R$ 19.

A intensificação da colheita ocorre na próxima semana e a expectativa é que até o dia 20 de agosto praticamente todas as lavouras estejam colhidas na região. Os produtores iniciarão imediatamente o preparo da terra para o cultivo da safra de verão. Para a soja, o cultivo está liberado, com a planta já emergida, a partir do dia 1º de setembro, com o fim do vazio sanitário.