A Copel inicia na segunda-feira (05), em Pato Branco, a concretizar o programa Rede Elétrica Inteligente, com investimento total de R$ 820 milhões. Ele vai modernizar a gestão e a distribuição de energia elétrica no Paraná.

Nesta primeira fase, com duração prevista de 30 meses, serão atendidos 151 municípios das regiões Oeste, Sudoeste, Centro-Sul e Leste (Região Metropolitana de Curitiba), beneficiando aproximadamente 1,5 milhão de residências e empresas urbanas e rurais paranaenses. Isso representa quase um terço de toda a base de clientes da Copel, ou 4,5 milhões de paranaenses.

Em todas as unidades consumidoras, os medidores atuais serão substituídos por medidores digitais, que se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle desde a subestação até o consumidor final.

Sem custo para o cliente, essa moderna tecnologia permite leitura de consumo à distância e autonomia para o cidadão monitorar seu consumo em tempo real por aplicativo. Com os medidores inteligentes, a leitura do consumo será online e os consumidores poderão acompanhá-la no telefone celular, por meio do aplicativo da Copel.

A rede inteligente também terá sensores e dispositivos de controle a distância que permitem que ela religue automaticamente. Nos casos em que, eventualmente, isso não ocorra, a companhia poderá detectar e sanar problemas de desligamento a partir do Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba.

Quando houver necessidade de intervenção de técnicos, o centro saberá indicar o ponto exato que gerou a queda de energia, agilizando o restabelecimento, ampliando a qualidade de vida nos municípios e a segurança para o agronegócio e as indústrias, além de evitar danos aos eletrodomésticos.

O presidente da Copel, Daniel Slaviero, lembra que o Rede Elétrica Inteligente é o maior programa do gênero em execução no Brasil. Ele ressaltou que o programa atende aos três principais pilares da companhia: redução de despesas, investimento seguro e qualidade de energia para os clientes.

“Com ele, vamos otimizar os deslocamentos das equipes, atendendo as demandas elétricas com mais rapidez e possibilitando a geração de dados qualificados para a Copel e os consumidores”, completou Slaviero.

BENEFÍCIOS – A rede inteligente da Copel utiliza um modelo que já existe em países como os Estados Unidos e o Japão. O programa foi idealizado para melhorar a qualidade de energia e tornar as cidades cada vez mais inteligentes, permitindo acabar com furtos de energia, dar agilidade ao atendimento dos serviços, garantir gestão energética pelo consumidor, reduzir custos operacionais e facilitar a integração com programas municipais dentro do sistema de cidades inteligentes.

“Os medidores inteligentes terão potencial para integrar outros serviços no futuro, como microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, controle da iluminação pública e abastecimento de carros elétricos”, explicou Maximiliano Orfali, diretor-geral da Copel Distribuição. “As redes inteligentes serão fundamentais para as smart cities, para iluminação pública, semáforos, integração de dados. Teremos condições de oferecer serviços que ainda não conhecemos”.

ETAPAS – Esta primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente foi dividida em duas etapas. A primeira abrange 73 cidades das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná, num investimento de R$ 252 milhões, com benefício direto a 1,5 milhão de paranaenses (462 mil unidades consumidoras). Na segunda etapa serão mais R$ 568 milhões para atender 78 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná, beneficiando 3 milhões de paranaenses (1 milhão de unidades consumidoras).

Na primeira etapa serão atendidas as cidades de Ampére, Barracão, Bela Vista do Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Clevelândia, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Espigão Alto do Iguaçu, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara do Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Pato Branco, Pérola do Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Quedas do Iguaçu, Realeza, Renascença, Rio Bonito do Iguaçu, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d´Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina, Verê e Vitorino.

HISTÓRICO – O programa Rede Elétrica Inteligente nasceu como projeto-piloto em 2018, em Ipiranga, nos Campos Gerais, abrangendo 5 mil unidades consumidoras nas áreas urbana e rural do município com ótimos resultados. Em 2019, a Copel inaugurou o Centro Integrado de Operação da Distribuição, em Curitiba, e adquiriu a solução ADMS, (Advanced Distribution Management System, ou Sistema Avançado de Gerenciamento de Distribuição), sistema mais moderno do mercado para gestão de redes de energia. O investimento foi de R$ 60 milhões.

Confira os principais benefícios para o consumidor:

  • Menos desligamentos e de menor duração: monitorado de forma remota e integrado aos demais dispositivos de operação, o medidor inteligente permite à Copel localizar com precisão o ponto onde ocorreu o desligamento na rede, isolar o defeito e enviar rapidamente uma equipe para o local do problema.
  • Religação automática: o programa é composto de sistemas de reconfiguração de rede (religadores automáticos) e reguladores de tensão em tempo real que se integram aos sistemas de informação e têm potencial para integrar outros serviços no futuro, como microgeração distribuída, tecnologias de armazenamento de energia, iluminação pública inteligente e abastecimento de carros elétricos.
  • Controle do consumo: o medidor inteligente fornece ao cliente informações para subsidiar o controle do consumo pelo aplicativo da Copel, mostrando, por exemplo, quais equipamentos estão influenciando mais no gasto de energia.
  • Leitura a distância: a leitura do consumo nas residências será feita de forma remota e automática.
  • Qualidade da energia: o medidor também permite à Copel monitorar a qualidade do fornecimento às unidades consumidoras a partir de variáveis como tensão, corrente e potência, antecipando possíveis falhas.