2016_916047056-201606131705580255.jpg_20160613.jpgRIO – Os radares fixos instalados na Ponte Rio-Niterói flagraram 131 mil veículos em velocidade superior ao limite máximo permitido na rodovia no primeiro mês de funcionamento. Cerca de 4,3 mil pessoas por dia teriam sido multadas em junho, caso as penalidades já estivessem sendo aplicadas – o que ainda depende de homologação dos radares pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O número de flagrantes surpreende, já que não há parâmetro de comparação. Mas os operadores da Ecoponte, concessionária que administra a via, comemoram uma redução de 27% no número de acidentes em comparação com junho de 2015. Foram 32 este ano e 44 no ano passado. Trânsito – 08/07

Não houve acidentes com morte este ano. Em junho do ano passado, houve um caso com morte: depois de ter a carteira apreendida em Niterói numa blitz da Lei Seca, Márcio José Benevides Teixeira retomou o volante do carro, em Sentra, e seguiu para a Ponte, onde acabou batendo contra a mureta lateral, na altura da grande curva. O veículo estava em alta velocidade. Ele morreu na hora. Hoje, um dos oito pontos de radares fixos na ponte fica antes da grande curva, considerada de alto risco de acidentes.

Segundo o gerente de operações da Ecoponte, Júlio Amorim, 113 mil flagrantes (ou 81% do total) foram de veículos em velocidades até 20% do limite permitido, que é 80 quilômetros por hora. Foram motoristas ou motociclistas flagrados circulando a até 96 quilômetros por hora.

? O número de acidentes reduziu e isso fez melhorar a fluidez na via. Por que quanto mais acidentes mais são os obstáculos. Perde-se duas faixas de rolamento e ainda há a curiosidade de quem passa pelo local do acidente, o que causa ainda mais retenção. O mais importante é que as pessoas estão sensíveis à necessidade de proteger a vida. Hoje, quem circula a mais de 80 quilômetros por hora é exceção e não mais regra ? comentou Amorim.

A Ecoponte instalou oito radares na Ponte Rio-Niterói, quatro em cada sentido. Eles ficam, no sentido Rio, depois do pedágio e próximo ao Mocanguê, na descida do vão central, antes da grande reta e na reta do cais. No sentido Niterói, há radar na reta do cais, antes da grande curva, na descida do vão central, após o Mocanguê, e na chegada ao pedágio. A localização dos radares foi definida através de um estudo, que avaliou os pontos de maior registro de acidentes e bandalhas.

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