VARIEDADES

Queda de meteoro é registrada por estação de monitoramento no Paraná

06 de abril de 2022 às 19:15
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A queda de um meteoro foi captada por uma estação de monitoramento em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na noite de segunda-feira (4), de acordo com o colaborador da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), Marcelo Zurita. 

O fenômeno pode ser visto também em Monte Castelo, em Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, o meteoro tinha o tamanho de uma laranja e foi totalmente consumido ao atingir a atmosfera. Zurita acredita que o rastro luminoso tenha chegado ao Paraguai.

“Pela luminosidade, a gente perde a noção da distância, parece que ele caiu logo ali, na casa do vizinho, mas na verdade ele foi muito distante e muito alto na atmosfera ainda, provavelmente lá no meio do Paraguai.”

De acordo com ele, o fenômeno que é comum se trata de fragmento de rochas espaciais, que adquirem luminosidade ao cruzar a atmosfera e se chocar com gases presentes nela.

O meteoro ocorre quando o fragmento de uma rocha espacial atinge a atmosfera da Terra em alta velocidade. Devido a esse fator, ele comprime o ar atmosférico a sua frente e isso faz com que ocorra uma bola de plasma no entorno dessa rocha espacial. O plasma é o gás aquecido e ionizado,” explica Zurita.

Para entender melhor o fenômeno, Zurita afirma que o chamado “plasma” pode ser comparado a uma solda elétrica.

“Ali existe uma corrente elétrica bem intensa passando entre o eletrodo e a peça que está sendo soldada. Essa corrente gera uma bolha de plasma que derrete o material e o eletrodo. O material derretido faz com que a peça seja soldada. Esse é o mesmo processo que ocorre durante a entrada de um material espacial, so que esse plasma consome quase que completamente essa rocha”.

Queda de meteoro é registrada por estação de monitoramento no Paraná — Foto: Bramon e Clima ao Vivo

Queda de meteoro é registrada por estação de monitoramento no Paraná — Foto: Bramon e Clima ao Vivo

Meteoro ou meteorito

O colaborador do Bramon explica que a diferença entre os dois fenômenos é que o meteoro, episódio mais comum, não tem fragmentos que atingem o solo, diferente do meteorito, que é muito raro e a rocha espacial chega até o chão.

“Essa rocha espacial quando está no espaço a gente chama de asteroide ou meteoroide (asteride pequeno). Quando ocorre a passagem atmosférica, o fenômeno luminoso, essa luz gerada por ele é que a gente chama de meteoro. Se essa rocha resiste a essa passagem, chamamos de meteorito, que é um pedaço de rocha que resistiu e chegou ao solo.”

De acordo com ele, o fenômeno registrado em Foz do Iguaçu foi bastante luminoso, mas não era um meteorito.

“Esse meteoro não gerou meteorito. Apesar de ser bem luminoso, não foi luminoso suficiente para indicar uma rocha muito grande que resistiria a passagem atmosférica”.

G1 Paraná

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