Um estudo amplo e minucioso sobre a pandemia de covid-19 em Cascavel será desencadeado por meio de um projeto-piloto que será lançado, às 8h desta segunda-feira (12), no Conjunto Riviera. O QG das ações do Território EfiCiência será no salão comunitário local. A ideia é  diagnosticar cientificamente os motivos que levam certas regiões da cidade terem o maior ou menor número de mortes na pandemia.

Uma reunião com representantes das secretarias envolvidas no projeto-piloto acertou os últimos ajustes para o início das ações que serão focadas em três eixos: ciência, educação e prevenção.

Durante as ações, haverá testagem em massa da população.“Vamos levantar as informações, fazer um diagnóstico até aqui do desenvolvimento do vírus, daquilo que nós fizemos, e projetaremos o futuro. Nessa região nós vamos testar todas as pessoas que moram aqui – crianças, adolescentes, jovens e adultos. É importante, nesse estágio do vírus, a gente ter esse diagnóstico de tudo o que aconteceu até aqui e o que pode acontecer pela frente”, destaca o prefeito Leonaldo Paranhos.

Já na primeira semana serão realizadas 300 testagens diárias de Covid-19. Professores e alunos da rede pública municipal de ensino serão testados nesses primeiros dias e retestados uma semana após retornarem às aulas, inclusive alunos da educação infantil. Segundo Paranhos, do trabalho científico sairá um acervo que estará à disposição da Secretaria de Estado da Saúde, do Ministério da Saúde e do próprio Município.

A ideia de implantar um modelo primário de ação contra o coronavírus trará novos indicadores no enfrentamento à pandemia. “Também teremos um eixo voltado à parte da fiscalização e outro eixo à orientação, levando informações corretas e adequadas, identificando as vulnerabilidades e fazendo um conjunto de tudo aquilo que está envolvido na pandemia de coronavírus”, explica Thiago Stefanello, coordenador do Comite de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Pandemia da Covid-19.

“Essa ação vai nos dar, em breves dias, uma visão muito clara de onde estamos errando em relação ao combate e defesa desse vírus”, afirma o secretário de Saúde, Miroslau Bailak.