Projeto de Extensão: Unioeste estuda a biologia do Bicho-da-Seda

Desde 2008, a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), campus de Cascavel, realiza o projeto de extensão: Biologia do Bicho-da-Seda, que tem como um de seus objetivos propiciar uma visão interdisciplinar sobre o Bicho-da-Seda e suas relações ecológicas e econômicas na cadeia produtiva da seda.
O projeto atende alunos e professores do ensino fundamental, médio, graduação e pós-graduação das redes públicas e privadas de Cascavel e região. Dessa forma, algumas escolas realizam o agendamento e são atendidos no laboratório de Biologia Celular da Unioeste, outras agendam o empréstimo do material didático, e outras recebem os membros do projeto para mais explicações. Tudo isso para que possa ser transmitido para os alunos todo o ciclo de vida do Bicho-da-Seda, desde as lagartas no estágio inicial até a metamorfose em mariposa.
Além de transmitir informações científicas sobre a importância dos insetos, em especial, o Bicho-da-Seda, seu ciclo de vida e relações ecológicas, o projeto disponibiliza material didático aos professores e demais profissionais, incentivando o uso de estratégias metodológicas adequadas na construção de conhecimentos significativos na área.
A professora coordenadora, Ednédia Torquato, explica que o Bicho-da-Seda apresenta papel relevante na agroindústria brasileira, uma vez que seu casulo é utilizado na confecção de fios e tecidos de seda. “A atividade emprega grande quantidade de mão de obra, auxilia na fixação do homem no campo, e, além disso, a sericicultura apresenta baixo impacto no meio ambiente, uma vez que não pode se utilizar agrotóxicos nas criações”.
Esse projeto de extensão tem participação em eventos técnicos e científicos (local, nacional e internacional). A professora conta que atualmente os membros do projeto tem desenvolvido a ferramenta do website do Bicho-da-Seda, que possibilitará maior alcance do projeto.
“O uso de tecnologias de informação e comunicação possibilita a democratização ao acesso das informações e permite que a informação seja obtida em qualquer momento, incentivando os estudantes. O website do Bicho-da-Seda irá comportar imagens, vídeos e textos do desenvolvimento do inseto, da anatomia e da importância do Bicho-da-Seda nas várias áreas de atuação, como na indústria e nas pesquisas científicas”, finaliza.
A acadêmica de Biologia da Unioeste, Carolina De Toni, conta que decidiu participar do projeto pela oportunidade de conhecer e aprender mais. “É importante para os alunos das escolas poderem ver o ciclo do Bicho-da-Seda de perto. Para fazer isso, durante todos os anos do projeto muitos materiais foram desenvolvidos para fazer essa exposição a todos os que possuem interesse em conhecer, incluindo ciclos de vida de forma didática, exemplares de lagartas, casulos e mariposas, gibis, entre outros. Eu e outros participantes do projeto ficamos encarregados em manter a qualidade destes materiais e de ficar à disposição para explicar sobre o projeto quando for necessário”.
Os materiais didáticos do projeto incluem uma apostila explicativa, exemplares lúdicos da história em quadrinhos “A Vida do Bicho-da-Seda”, CD room e modelos didáticos pedagógicos e preservados do bicho-da-seda, para o estudo do ciclo de vida e da morfologia de insetos holometábolos (metamorfose completa). Possuem também amostras de produtos industrializados (fios, tecidos e roupas de seda), enfatizando a importância da sericicultura na agroindústria brasileira.

Além dos membros citados, também fazem parte do projeto: Rose Meire Brancalhão e Lucinéia Ribeiro, docentes da Unioeste, temporariamente afastadas, Celeste da Rocha Paiva, agente universitária, Diego Francis Saraiva, acadêmico de graduação da Unioeste e Celso Machado, acadêmico de pós-graduação da Unioeste.

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