Brasília – O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Luiz Inácio Lula da Silva, alcançou, nessa segunda-feira, 37,3% das intenções de voto, segundo pesquisa do instituto MDA em parceria com a CNT (Confederação Nacional do Transporte). Mesmo condenado no âmbito da Operação Lava Jato e preso, o petista continua crescendo na preferência eleitoral e subiu de 32,4%, em maio, para 37,5% em agosto. Atrás do petista aparecem Jair Bolsonaro (PSL), com 18,3%, e Marina Silva (Rede), com 5,6%.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, está em quarto lugar no levantamento, com 4,9% das intenções. Ciro Gomes, do PDT, aparece atrás do tucano, com 4,1%. Depois deles, a pesquisa ainda registra Alvaro Dias (Podemos), com 2,7%, e Guilherme Boulos (Psol), com 0,9%. O candidato do Novo, João Amôedo, tem 0,8%, mesmo porcentual de Henrique Meirelles (MDB). Já o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, teve 0,4%, seguido de Vera, do PSTU, com 0,3%, João Goulart Filho (PPL), com 0,1%, e José Maria Eymael (DC), com 0%.

O número de pessoas que mostraram intenção de votar branco ou nulo está em 14,3%. Os indecisos representam 8,8% dos entrevistados. A pesquisa não considerou um cenário sem a participação do ex-presidente Lula.

Contudo, se substituir Lula na chapa do PT, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad herdaria 17,3% dos votos do ex-presidente. A candidata Marina ficaria com 11,9%. Ciro é o terceiro a receber mais votos do petista, com 9,6%. Bolsonaro teria 6,2% e Alckmin, 3,7%. Um terço dos eleitores de Lula anularia o voto sem Lula na disputa e 16,6% não saberiam em quem votar.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos, Lula também lidera, com 20,7%; Bolsonaro segue em segundo, com 15,1%, e Alckmin aparece em terceiro, com 1,7%. Neste cenário, aparecem ainda Alvaro Dias, com 1,3%, e Marina Silva, com 1,1%. Ainda houve o registro de 1,4% de intenções em "outros". Brancos e nulos têm 18,1% e indecisos alcançam 39%.

Essa edição da pesquisa da CNT/MDA está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09086/2018. Foram realizadas 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 unidades da Federação de 15 a 18 de agosto. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, considerando o nível de confiança de 95%.

?1º TURNO: Intenção de voto estimulada
Lula 37,3%
Jair Bolsonaro 18,8%
Marina Silva 5,6%
Geraldo Alckmin 4,9%
Ciro Gomes 4,1%
Alvaro Dias 2,7%
Guilherme Boulos 0,9%
João Amoêdo 0,8%
Henrique Meirelles 0,8%
Cabo Daciolo 0,4%
Vera 0,3%
João Goulart Filho 0,1%
José Maria Eymael 0,0%
Branco/Nulo 14,3%
Indecisos 8,8%

Quem pode mudar

• Entre os eleitores de Lula, 82,3% consideram o voto como definitivo e 17,7% consideram que pode mudar.

• Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 70,7% consideram o voto como definitivo e 29,3% consideram que pode mudar.

• Entre os eleitores de Marina Silva, 33,9% consideram o voto como definitivo e 66,1% consideram que pode mudar.

• Entre os eleitores de Geraldo Alckmin, 36,7% consideram o voto como definitivo e 63,3% consideram que pode mudar.

• Entre os eleitores de Ciro Gomes, 37,3% consideram o voto como definitivo e 62,7% consideram que pode mudar.

• Entre os eleitores de Alvaro Dias, 64,8% consideram o voto como definitivo e 35,2% consideram que pode mudar.

Limite de Voto – Presidência da República

ALVARO DIAS: é o único em quem votaria 1,6%; é um candidato em quem poderia votar 11,5%; não votaria nele de jeito nenhum 27,9%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 55,2%.

CIRO GOMES: é o único em quem votaria 2,3%; é um candidato em quem poderia votar 37,6%; não votaria nele de jeito nenhum 44,1%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 11,6%.

GERALDO ALCKMIN: é o único em quem votaria 2,3%; é um candidato em quem poderia votar 33,6%; não votaria nele de jeito nenhum 52,5%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 6,9%.

HENRIQUE MEIRELLES: é o único em quem votaria 0,3%; é um candidato em quem poderia votar 8,5%; não votaria nele de jeito nenhum 46,8%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 40,5%.

JAIR BOLSONARO: é o único em quem votaria 13,7%; é um candidato em quem poderia votar 21,6%; não votaria nele de jeito nenhum 53,7%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 7,4%.

LULA: é o único em quem votaria 31,4%; é um candidato em quem poderia votar 24,2%; não votaria nele de jeito nenhum 41,9%; não o conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar 0,6%.

MARINA SILVA: é a única em quem votaria 2,8%; é uma candidata em quem poderia votar 38,0%; não votaria nela de jeito nenhum 52,7%; não a conhece/não sabe(m) quem é/ nunca ouviu falar 2,6%.

Programa eleitoral e informação sobre os candidatos

A pesquisa do instituto MDA em parceria com a CNT perguntou ainda os eleitores sobre a propaganda eleitoral gratuita, que começa dia 31 de agosto. Dentre os entrevistados, 18,1% pretendem acompanhar o programa eleitoral todos os dias; 40,7%, de vez em quando; 40,4% não vão acompanhar e declaram não ter interesse nos programas eleitorais.

Os meios nos quais os entrevistados mais buscam informações sobre política são: televisão (63,7%); internet (28,7%); redes sociais (18,8%); amigos/boca a boca (9,4%); rádio (8,1%); jornal impresso (6,8%); outros (0,8%). 10,3% disseram que não se informam.

Dos entrevistados, 24,6% já realizaram buscas ou pesquisas sobre os candidatos a presidente da República na internet; 28,7% ainda não fizeram isso mas pretendem pesquisar informações até o dia das eleições; 45% não realizaram nem pretendem fazer isso.

Os meios de informação que os entrevistados mais utilizam para formarem sua opinião sobre o Brasil são: televisão (67,2%); internet (30,8%); redes sociais (17,3%); amigos/boca a boca (8,8%); jornal impresso (7,7%); rádio (7,5%); outros (1,0%). 5,8% dos entrevistados disseram que não se informam.

Os meios que poderão ter maior influência na decisão de voto dos entrevistados são: debate eleitoral (34,2%); programa eleitoral em televisão (20,4%); conversas com pessoas conhecidas (8,7%); redes sociais (7,7%); reportagens veiculadas na mídia (5,9%); programa eleitoral em rádio (1,5%). Para 19,5%, nenhum dos meios influencia.

Dos entrevistados, 64,1% disseram não confiar nas informações sobre política e eleições que recebem nas redes sociais, e 43,1% disseram que costumam verificar a veracidade dessas informações.

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