COTIDIANO

Prêmio Crea-PR Eng. Enedina Marques homenageia oito profissionais das engenharias em todo o Paraná

21 de junho de 2022 às 14:36
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Na semana em que se comemora o Dia da Mulher na Engenharia (23) o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR) promove o lançamento do Prêmio Crea-PR Eng. Enedina Marques, homenagem às mulheres que fazem a diferença com a atuação como engenheiras.

O prêmio foi entregue ontem (20) a oito mulheres profissionais das engenharias, indicadas pelas Entidades de Classe das regionais estaduais onde o Conselho está presente: Apucarana, Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco e Ponta Grossa.

“Enedina Alves Marques teve uma história muito importante dentro da engenharia para o Paraná, primeira mulher a se formar em Engenharia e primeira negra” comenta a Engenheira Civil Karlize Posanske da Silva, Conselheira e Coordenadora do Comitê Mulheres do Crea Pr. “Se hoje é difícil a atuação de mulheres dentro da Engenharia, imagine naquela época (1945). Este prêmio foi uma forma de homenageá-la através do reconhecimento de outras engenheiras de história dentro do Paraná. O intuito é valorizar e reconhecer mais as mulheres dentro da engenharia, e escolhemos as oito representantes de cada região, mulheres com história como a Engenheira Enedina”, pontua.

“A importância de se comemorar uma data como o Dia Internacional da Mulher Engenheira é chamar a atenção para a participação das mulheres no ambiente das nossas profissões – as Engenharias, Agronomia e Geociências, das profissões tecnológicas -, apoiar as mulheres e dar oportunidade para que elas possam atingir o potencial como profissionais, como Engenheiras e líderes, e também possa se incentivar as jovens que despertem atenção para as profissões das Engenharias, mostrando todo o potencial”, destaca o Engenheiro Civil Ricardo Rocha de Oliveira, presidente do Crea-PR.

“A Engenharia ajuda a desenvolver o mundo. O mundo se torna melhor, mais seguro, mais inovador e emocionante a partir das atividades de Engenharia. E a visão feminina é fundamental. Por isso, estamos perdendo muito com a não participação das mulheres. E é essa a importância desse dia: incentivar, chamar a atenção para que cada vez mais as mulheres possam participar e participar de uma forma isonômica em questão de gênero”, pontua o presidente do Crea-PR.

Apesar de ainda haver predominância de homens em várias das profissões das engenharias, agronomia e geociências, o presidente do Crea-PR defende que se faça um conjunto de ações para que esse quadro mude. “Uma das ações importantes é incentivar meninas a começar a gostar das áreas que são relacionadas com as engenharias. Buscar desenvolver, despertar interesse por matemática, por ciências, por áreas tecnológicas. Outra é buscar referências para as meninas: é sempre importante que as pessoas se espelhem em familiares, colegas, pessoas inspiradoras. Outra questão é buscar, através de nossas ações, que as carreiras sejam semelhantes, que as oportunidades para áreas gerenciais e lideranças e, especialmente, que não haja diferença de salário. Sempre coloco que é preciso buscar oportunidade para todos os gêneros. Todos os espaços que os homens estão, as mulheres também possam estar presentes buscando estágios, residências técnicas e atividades que possam desenvolvê-las e despertar esse interesse esse equilíbrio entre os gêneros”, comenta.

O presidente lembra também que o Crea-PR é um precursor no sistema profissional nacional da criação de uma política institucionalizada de apoio à participação das mulheres e a sua valorização nas áreas tecnológicas. “A criação do Comitê Mulheres – que hoje é um programa do nosso sistema profissional, o Sistema Confea/Crea/Mútua – com um conjunto de ações em todas as 27 unidades do nosso Brasil. Esse processo organizou um conjunto de ações que já vínhamos fazendo, incentivando, fazendo palestras, atividades e também internamente, valorizando pela participação de conselheiras, inspetoras, cargos de gerência. Especialmente nas nossas gestões, temos tido uma efetiva participação das mulheres coordenando Câmaras, Comissões, participando da diretoria do Crea-PR”, afirma.

E no caso do Comitê Mulheres, o programa articula políticas para que não haja diferenças. “Proporcionando igualdade de oportunidades, discordando de alguma situação em que se exige só a participação dos homens, considerando que hoje as mulheres devem atuar em qualquer área, fazendo divulgações, buscando que as remunerações sejam semelhantes para que não haja diferença e que, porventura, alguma discriminação, alguma situação em relação às mulheres, buscando posicionamento na imprensa, nos nossos órgãos, fazendo notas de repúdio quando há alguma situação que leve à discriminação, ou alguma situação que não se considere a igualdade de oportunidades para mulheres atuando nas áreas das Engenharias, Agronomia e Geociências”, finaliza.

Na Regional Cascavel do Crea-PR, que abrange os municípios do oeste, a homenageada foi Célia Neto Pereira da Rosa, Engenheira Civil. A profissional, que já tem um longo histórico de reconhecimentos pela atuação, tem grande bagagem junto ao Conselho e, também, à formação de novos profissionais, visto que atua como professora, além de ser profissional liberal.

Sobre a indicação, ela acredita que o principal fator foi a dedicação com que trabalha diariamente, deixando um legado não só na Engenharia, mas na docência e em sua atuação no Conselho, que representa profissionais das Engenharias, Agronomia e Geociências, legando conhecimento aos colegas a respeito de normas e aplicações das áreas.
“Estou muito feliz pelo reconhecimento. Não esperava ser indicada até porque são muitas profissionais de destaque, então fico realmente honrada”, ressalta Célia.

Segundo ela, o Prêmio é uma validação e, por isso, ter o foco voltado para a representação feminina é ainda mais especial. Sendo assim, ela acredita que o Troféu Enedina Alves Marques é mais uma maneira de fortalecer a atuação da mulher engenheira e, principalmente, de mostrar às alunas e colegas profissionais dela que é possível ir além dentro de profissões que, antes, era muito masculinas.

“Para minhas alunas e colegas profissionais da área, é uma forma de inspirar a não desistir da carreira e buscar seus espaços para que o símbolo de liderança, profissionalismo e trabalho seja também uma figura feminina”, destaca. “Por muitos anos, quando se pensava em medalhas, prêmios e reconhecimento, embora não fosse explícito, a figura masculina quase sempre recebia o reconhecimento. Um prêmio para mulheres e escolhida por mulheres é um grande avanço. O Crea nos honra e orgulha por entender o privilégio de ter as profissionais atuantes e reconhecer o trabalho e esforço delas”, conclui.

Nas outras regiões, as homenageadas foram: Engenheira Cartógrafa Taciana Achcar Malheiros Vanucci, regional Curitiba; Engenheira Agrônoma Sandra Mara Vieira Fontoura, da regional Guarapuava; Engenheira Civil Célia Catussi, da regional Londrina; Engenheira Civil Donária Rizzo, da regional Maringá; Engenheira Civil e Segurança do Trabalho Loreni da Costa, da regional Pato Branco; Engenheira Agrônoma Maristella Dalla Pria, da regional Ponta Grossa, e Engenheira Agrônoma Ana Maria de Moraes, da regional Apucarana.

Assessoria

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