Curitiba – A reta final das definições partidárias esquenta no Paraná. A quinta-feira foi cheia de especulações em torno da uma possível desistência da candidatura Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado, após perder o apoio oficial do seu irmão, o senador Alvaro Dias (Podemos), que fechou aliança com o PSC – no Paraná é aliado de Ratinho Jr -.

Osmar vem sendo disputado tanto pelo grupo do Ratinho quanto da governadora Cida Borghetti (PP). Ambos ofereceram a ele a vaga da candidatura ao Senado. Apesar das várias notícias citando seu nome, ontem, em nenhuma havia a manifestação oficial de Osmar. A reportagem do Jornal O Paraná tentou contato com ele e com seu coordenador de campanha, Nelton Friedrich, mas nenhum atendeu ou retornou. Oficialmente, o que se sabia era de que Osmar não desistiria.

Coordenador da campanha de Cida, o deputado federal Ricardo Barros disse que estava pronto para tratar com Osmar a possibilidade de ele vir a ser candidato a senador apoiado pela aliança liderada pelo PP. Nesse caso, a vaga do ex-governador Beto Richa (PSDB) estaria totalmente rifada.

A situação de Beto se complicou até mesmo dentro do partido dele. Ontem, o presidenciável tucano Geraldo Alckmin tentava “salvar” o PSDB do Paraná e uma aliança com o PP, que o apoia nacionalmente. A exemplo do que fez em Minas, com Aécio Neves, Alckmin pediu para Beto Richa que desista de concorrer ao Senado para se candidatar a deputado federal com coligação nas proporcionais. Segundo fontes ligadas a Richa, ele já não resiste. As informações são de Fábio Campana.

A solução permitiria a aliança de tucanos com Cida, que ficaria com o tempo de governador do PSDB.

Ricardo Barros participou ontem da convenção nacional do PP que aprovou a coligação com o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin.

Rossoni nega

Em entrevista ao próprio Fábio Campana, o deputado federal Valdir Rossoni, ex-chefe da Casa Civil no Governo Beto Richa, negou as informações de que o ex-governador deixaria de ser candidato ao Senado para sair a deputado federal. Segundo ele, Beto é candidato ao Senado e que ninguém da direção nacional, muito menos Geraldo Alckmin, pediu a ele para desistir do Senado e sair a federal.

Sem Osmar, MDB lança Arruda ao governo

Curitiba – O MDB do Paraná (MDB-PR) vai confirmar a candidatura do deputado federal João Arruda a governador na reunião da Executiva Estadual, convocada pelo presidente do partido senador Roberto Requião, nesta sexta-feira (3), às 17h, na sede do Diretório Estadual, na Avenida Vicente Machado, 988, em Curitiba.

Na convenção do MDB-PR realizada dia 20 de julho, os convencionais do partido delegaram à executiva o poder de decidir entre coligação ou o lançamento da candidatura própria de Arruda.

O senador Requião disse, na ocasião, que aguardaria até o dia 4 de agosto uma resposta do PDT de Osmar Dias. Contudo, essa semana Osmar descartou aliança com o MDB.

Apesar da preferência dada à coligação com o PDT, Arruda se mostrou confiante: "Sou candidato do maior partido no Paraná, com o maior número de prefeituras e a maior militância. Vou para o segundo turno e vamos vencer as eleições, pois nosso partido tem projetos e ideias e estamos preparados para o debate", afirma.

Arruda disse que o MDB tem todas as condições de governar o Estado e que com o apoio do ex-governador e senador Roberto Requião vai resgatar o legado do partido enquanto governou o Paraná, com resgate das políticas públicas e prioridades para a educação, saúde, emprego e da função social das estatais Copel e Sanepar.