Muitas vezes, há situações nas empresas nas quais as instruções estabelecidas no âmbito dos negócios não são cumpridas.

Não corretamente, não em tempo hábil, não de acordo com o sentido ou são simplesmente ignoradas.

Como podemos observar e descobrir o motivo por tais situações não acontecerem?

Sempre devemos olhar primeiro para quem dá as ordens e para aqueles que deverão cumpri-las.

Um dos primeiros sentimentos que costumam aparecer nos gestores, que são responsáveis por dar as ordens, é a irritação.

Tenho percebido ao longo de minha jornada na Bioliderança®, coaching executivo, que muitos gestores distribuem suas equipes, montam seus exércitos pensando no melhor, melhor para a empresa, para suas vontades e sonhos individuais e alguns pensam no bem coletivo, ou seja, observando o que cada um dos integrantes irá conquistar na jornada. Em vários casos, demais membros da equipe se sentem incertos, até mesmo perdidos na posição que ocupam. Inclusive pessoas com cargos mais robustos, como diretores, gerentes. Creio que esses cargos ora citados devem ser ocupados por profissionais maduros, não somente pela evolução cronológica, mas pela personalidade em camadas mais superiores.

Clientes relatam a frequente falta de diálogo entre departamentos, entre as pessoas. Essa desconexão departamental gera estranhas impressões e, de certa forma, gera estranhas ilusões.

Muitas vezes, um gestor, que tem o poder nas mãos, não sabe o que fazer com o poder que lhe foi dado, o que gera no time grandes desconfortos.

Algumas ordens sofrem alterações em seu curso devido à falta de autoridade dos gestores, não pela ausência de poder, mas pela falta de conhecimento, isso mesmo, o “chefe” não entende nada do que precisa ou do que é feito na empresa.

Até mesmo o mais alto comando se sente ameaçado, perdido na busca de um bom desempenho, para se doar aos clientes, estes, a parte mais importante de um negócio. Um trágico exemplo são as disputas internas de poder que interferem demais no andamento e nos objetivos do negócio.

Proprietários, fundadores, geralmente se deparam com tentativas inconscientes do segundo escalão em tomar o poder, ocupar um lugar que não lhes é de direito. Ameaçando três fatores importantes num processo de liderança, que reforço muito em minhas sessões de Bioliderança®, que são reconhecimento, delimitação e posicionamento em relação às posições inferiores na hierarquia.

Fica claro, com essa disputa, a desorientação das equipes ou a dificuldade em receber as ordens emitidas. Disputas internas do alto comando não deverão, de forma alguma, interferir nos departamentos, pois os resultados serão castigados com o não cumprimento de ordens.

Uma resistência para obedecer a comandos acontece em empresas que o número 2 na linha busca tomar o lugar do número 1, assim como quando competências e obrigações são colocadas como uma espécie de peso.

Portanto, o alto comando deve, sim, saber o que se deve fazer, quais são suas responsabilidades, pois, quem “carrega os seus próprios pesos, cresce”.

Juliano Gazola é fundador da Bioliderança® no Brasil, business executive coach, reprogramador biológico
@jggazola