Umas das questões que hoje afeta a mobilidade na área rural de Cascavel é a falta de pavimentação das estradas dos sete distritos do Município. Elizabete Tossolo, que faz parte da direção da comunidade de São Salvador diz que não há muitas melhorias na região.

“A princípio aqui não foi feito nada, a Prefeitura alega que não tem equipamento suficiente para todos os distritos. Nossa situação está bem complicada. Oonde tem calçamento era melhor nem ter, [se for] pra ser desse jeito. Queremos asfalto no distrito, a única coisa que sabemos é que sempre a Prefeitura diz que está fazendo levantamentos” conta.

Já em Espigão Azul, Enio Braz Ribeiro, que é o presidente da Associação de Moradores conta que lá a situação está melhor. “Fizeram uma licitação para nós aqui em abril, a estrada pavimentada deve ligar Espigão ao Reassentamento Melissa, uns 7 km. O que mais temos no momento é estrada com cascalho, calçamento ou que as máquinas arrumam”, concluiu.

Sede Alvorada

Em Sede Alvorada melhorias já estão sendo executadas. “O prefeito veio aqui, e o que era calçamento está recebendo uma camada de massa asfáltica” explicou a presidente da associação, Denise Piovesan.

No portal de notícias do Município consta a licitação em Espigão Azul, e também pavimentação poliédrica em Sede Alvorada, além de outras obras na área rural, como essa, com pedras irregulares e cascalhamento.

A estrada para o Distrito de São João e parte da Rio da Paz, além das rodovias estão asfaltadas em Cascavel conforme nota da prefeitura. Ainda segundo informou, há projetos para readequação de mais de 200 km e depois pavimentação, o poder público ainda esta trabalhando para conseguir os recursos para essa quilometragem.

Com as obras programadas até agora com recursos já confirmados, o município busca junto com a Usina Hidrelétrica de Itaipu e emendas parlamentares, mais de 45 milhões de reais.

Projeto que deu certo

A vizinha Toledo é uma das cidades que investe pesado no asfaltamento rural, e apresenta mais de 300 km pavimentados. Lá o município paga 70% do valor e os moradores da localidade se responsabilizam pelos outros 30%. Esse montante é pago em forma de carnê e assim que 50% dos investimentos estiverem quitados o município inicia as obras. No ano passado o asfalto rural em Toledo estava custando R$ 300 mil por quilômetro.