Cascavel – A geração de empregos formais no Paraná tem refletido o atual cenário econômico do País, e mostra que o desemprego está longe de deixar de ser o pesadelo de muitos paranaenses. Segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), somente no mês de julho 5.618 postos formais de trabalho foram encerrados em todo o Estado, resultado das mais de 91 mil demissões em apenas um mês. Os números são ainda piores no acumulado do ano, quando o Paraná perdeu 22.059 vagas. Ainda conforme o levantamento, o total de desligamentos é muito maior em um período de 12 meses. O Paraná acumulou mais de 1,2 milhão de demissões de agosto de 2015 a julho deste ano, extinguindo 101.170 postos de trabalho.

O setor com o pior desempenho para julho foi o de serviços, e mais uma vez as demissões, que chegaram a 33.568 no mês, superando as 31,3 mil contratações. Desempenho bem aquém do esperado teve também o setor da indústria da transformação, que encerrou 1.967 vagas em julho, com quase 20 mil desligamentos. Em seguida estão o comércio (- 1.544), a agropecuária (-190) e a extrativa mineral (-26).  Dos oito segmentos analisados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apenas três mantiveram vagas em estoque: administração pública (+191), serviços industriais de utilidade pública (+114) e a construção civil (+7).

No Oeste

A região Oeste segue o ritmo dos últimos meses e continua demitindo. Para julho foram eliminados 266 postos formais de emprego, com 8.745 demissões ante as 8,4 mil admissões no período. O município de Cascavel foi o que mais encerrou vagas no mês (-135). Mais de 3,6 mil pessoas perderam seus empregos, principalmente as que atuavam no comércio e na indústria da transformação, o pior resultado em uma década. Logo atrás estão Marechal Cândido Rondon (-79), Foz do Iguaçu (-50), Medianeira (-28) e Toledo (-20). Apenas as cidades de Guaíra e Assis Chateaubriand conseguiram manter ativos 46 postos de trabalho. Em um período de 12 meses foram encerrados 5.533 postos de trabalho na região.