Educação

Paraná é destaque nacional no ensino da Língua Inglesa

Apenas dois estados têm o nível de estruturação e consolidação do ensino de inglês na rede pública considerado alto

Foto: SEED
Foto: SEED

O Paraná é um dos dois estados brasileiros a atingir todos os critérios necessários para o ensino de qualidade da Língua Inglesa. É o que aponta a pesquisa Estudo de Políticas Públicas para o Ensino do Inglês, do British Council, organização internacional do Reino Unido para relações culturais e oportunidades educacionais.

Segundo o levantamento, lançado em Brasília em novembro, apenas Paraná e Pernambuco têm o nível de estruturação e consolidação do ensino de inglês na rede pública de educação considerado alto.

Para avaliar os estados, a pesquisa se baseou em indicadores como prática de formação específica para professores da Língua Inglesa, oferta ampliada para aprendizado de inglês (como a existência de centros de línguas) e presença de fundamentação específica para Língua Inglesa presente no Currículo.

Outro ponto analisado foi a formação dos docentes. De acordo com a pesquisa, o Paraná – junto de Sergipe – é o Estado com o maior índice de professores de inglês com formação específica na área, habilitados no Ensino Superior em Língua Inglesa ou Língua Estrangeira Moderna (70%). Os dados foram coletados na edição de 2017 do Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Parcerias e multiplicação

A técnica pedagógica de Línguas Estrangeiras Modernas do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, Luci Gohl, acredita que um dos diferenciais do Paraná no tocante ao ensino de inglês é abraçar parcerias que surgem na área.

Ela cita como exemplo o PDPI (Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Inglês nos EUA) e do Programa de Aperfeiçoamento para Professores de Língua Inglesa (Distinguished Awards in Teaching Program – DAI), da Fulbright e da Capes, que proporcionam aos docentes semanas de curso intensivo em universidades dos EUA. Em 2019, foram 58 professores da rede estadual do Paraná contemplados.

Os servidores que participam desses programas também são estimulados a multiplicar o conteúdo. Em outubro, os intercambistas participaram do 1º Encontro Estadual de Capacitação de Professores no Exterior – Estados Unidos e Canadá, organizado pela Secretaria. Compartilharam conhecimentos e elaboraram planos de ação relacionados ao ensino da Língua Inglesa para serem aplicados nos Núcleos Regionais de Educação.

“Esses professores estão sendo recebidos de volta pela Secretaria com valorização e reconhecimento”, disse. Segundo Luci Gohl, eles têm o compromisso, hoje, de multiplicação no Estado, em suas escolas e Núcleos Regionais de Educação. “Também estão sendo incentivados a escrever artigos científicos sobre suas experiências, para estender essa multiplicação muito além”, afirmou.

Importante salientar que a Secretaria da Educação não só incentiva e autoriza os docentes de Língua Inglesa a participarem de programas do gênero, mas determina que o afastamento seja com ônus limitado. Isso significa que, no período do intercâmbio, os docentes continuaram recebendo o salário e demais vantagens do cargo, função ou emprego.

Tecnologia e metodologias diferenciadas

Não se pode negar que a tecnologia é grande aliada no processo de ensino e aprendizagem da Língua Inglesa. Com o acesso facilitado à Internet, docentes podem ir além da tradicional metodologia do quadro e giz e lançar mão de seriados, filmes, textos de jornais e revistas, poesia e até memes para auxiliar no ensino do idioma.

É o que faz Lilian Zeglin, que leciona no Colégio Estadual Yvone Pimentel, em Curitiba. Além da tecnologia, ela utiliza atividades lúdicas, com as quais os alunos não estão tão acostumados, a fim de despertar ainda mais o interesse dos estudantes.

“A gente trabalha com música, vídeo, criação artística. No segundo trimestre, por exemplo, meus alunos criaram um limerick [estilo de texto humorístico] por meio de um vídeo. Foram trabalhos maravilhosos. A cada ano eu tento fazer algo diferente”, diz a professora, que também estimulou os alunos a trabalharem as obras de William Shakespeare em curtas-metragens.

Para a estudante Allanys Moreira, 16 anos, ao utilizar produtos culturais que são do cotidiano do jovem, o docente faz com que os alunos percebam que o Inglês é um idioma que está presente no dia a dia de todos.

“Em uma aula, a professora Lilian trouxe uma música e a letra para a gente acompanhar. Foi uma forma muito fácil de compreender, e mostra como o Inglês está no nosso dia a dia, nas músicas que a gente ouve, nos filmes que vemos”.

A secretaria também dispõe de Celem (Centros de Línguas Estrangeiras Modernas) nas escolas da rede estadual, onde são ofertados cursos não só de Inglês, mas Alemão, Espanhol, Francês, Italiano, Japonês, Mandarim, Polonês, Ucraniano, Libras e Português para Falantes de Outras Línguas.

Clique AQUI e leia a íntegra do estudo do British Council.