Paraná é destaque em produção de alimentos de qualidade

Nos próximos dez anos a produção atual brasileira de 240 milhões de toneladas de grãos deverá chegar perto de 350 milhões

Curitiba – A capacidade do Brasil, e particularmente do Paraná, de produzir alimentos de qualidade e de conquistar mais mercados pelo mundo foi destacada pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, no 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, em Curitiba.

“A agropecuária brasileira já mostrou sua força, sendo responsável por aproximadamente 45% do comércio exterior do País”, afirmou Ortigara. No Paraná, o agronegócio ocupa cerca de 75% da exportação. “A tendência é de crescimento acompanhando as previsões de produção”.

Ortigara foi o moderador do painel sobre proteína animal no evento aberto nessa quinta-feira (5) e que reúne representantes de 15 países.

Segundo ele, nos próximos dez anos a produção atual brasileira de 240 milhões de toneladas de grãos deverá chegar perto de 350 milhões, enquanto se prevê um acréscimo de 7 milhões de toneladas de carne às 26 milhões de toneladas produzidas hoje. “E isso sem expandir a área já ocupada”.

Halal

Durante o painel, o diretor-executivo da Cdial Halal, Ali Saifi, falou sobre as oportunidades que se abrem para as proteínas animais Halal (permitido). A Cdial Halal é uma das certificadoras dos produtos provenientes de abate que seguem as normas permitidas pela religião islâmica. Atualmente, o Brasil é o maior exportador de carne Halal- 52% da carne exportada possui certificação halal. O Paraná lidera a produção de frango Halal. “O Brasil e o Paraná têm muito a ensinar”, disse Saifi.

Segundo ele, as oportunidades de mercado continuam se abrindo. Há aproximadamente 1,8 bilhão de muçulmanos espalhados nos cinco continentes, com previsão de chegar a 2,2 bilhões em 2030. O Brasil possui 1,5 milhão de muçulmanos. De acordo com Saifi, o mercado global de produtos e serviços Halal tem valor estimado de US$ 6,4 trilhões, com crescimento entre 15% e 20% ao ano, com destaque para a China, que ocupa o primeiro lugar (12,9% de participação).



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