A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta quarta-feira (25), mais um caso e óbito da variante delta e 17 casos e um óbito de sublinhagens desta cepa, sendo 14 casos e um óbito da sublinhagem AY.4 e três casos da AY.12.

As informações foram repassadas por meio do relatório de circulação de linhagens Sars-CoV-2 (vírus responsável pela Covid-19), por sequenciamento genômico, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O caso da variante delta foi registrado em Ouro Verde do Oeste, município que pertence a 20ª Regional de Saúde de Toledo e trata-se de uma mulher de 53 anos, que iniciou os sintomas no dia 14 de julho, precisou de internamento e faleceu. Ela possuía comorbidades e havia tomado uma dose de vacina contra a Covid-19.

CONFIRMAÇÕES – Os casos da sublinhagem AY.4 foram registrados em Piên (4), Curitiba (3), Colombo (1), Goioerê (1), Fazenda Rio Grande (1), Araucária (1) e Paranaguá (3). Os casos de Paranaguá são tripulantes de um navio que atracou no Porto da cidade e ficou em quarentena. Os tripulantes residem no exterior. O óbito desta linhagem foi registrado em Araucária e trata-se de um homem de 58 anos que foi internado e faleceu no dia 5 deste mês. Já com relação a sublinhagem AY.12, os casos são de Paranaguá (3) e também se referem a tripulantes do navio.

PROTOCOLO – Assim que o relatório é enviado pela Fiocruz, a Sesa entra em contato com as Regionais de Saúde, que por sua vez comunicam os municípios de residência (ou de notificação) dos casos confirmados para iniciarem a investigação epidemiológica. Este processo inclui dados desde o início dos sintomas, a realização do exame, se houve internação e se o caso é considerado como cura ou óbito.

GERAL – Até agora, 789 amostras do Paraná já foram sequenciadas pela Fiocruz e 529 aguardam resultado. A maioria das amostras correspondem a variante P.1 (461 casos). A delta possui atualmente 59 casos confirmados e 20 óbitos, além de 17 casos de sublinhagens (14 casos AY.4 e 3 casos AY.12), com um óbito da AY.4.

SUBLINHAGENS – Sublinhagens de variantes são fenômenos que fazem parte da evolução viral natural e estão associados à taxa de replicação da doença. Quanto mais o vírus se multiplica, mais rápido ocorrem os processos de evolução.

O vírus Sars-CoV-2 sofre mutações esperadas dentro do processo evolutivo de qualquer vírus RNA. Quando isso acontece, caracteriza-se como uma nova variante do vírus.

Para a nomenclatura não ficar muito comprida, quando chega em 4 caracteres, é dado um novo nome. É o que aconteceu com a P.1 e P.2: os nomes oficiais eram B.1.1.28.1 (para a P.1) e B.1.1.28.2 (para a P.2). A AY.4 é a B.1.617.2.4 e a AY.12 é a B.1.617.2.12.

VARIANTE DE ATENÇÃO – Quando as mutações ocasionam alterações relevantes clínico epidemiológicas, como maior gravidade e maior potencial de infecção, essa variante é classificada como VOC (variant of concern ou variante de atenção). As VOC são consideradas preocupantes devido às mutações que podem conduzir ao aumento da transmissibilidade e ao agravamento da situação epidemiológica. As sublinhagens da variante delta, assim como a própria cepa, são consideradas como VOC.