Dados do IHME (Institute for Health Metrics and Evaluation), da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), prevê que o Paraguai pode chegar à 4 mil mortes por covid-19 caso não consiga conter a propagação massiva do vírus.

Segundo o instituto americano, o país pode alcançar a marca de 50 mortes por dia, sendo que no dia 30 de agosto se esgotariam os leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no setor público. A previsão ainda, é que no dia 11 de setembro aconteça o pico de infecção diária, com 13.5 mil casos ativos da doença, começando a baixar lentamente até chegar aos 100 mil infectados até dezembro.

O pico da doença aconteceria no dia 27 de setembro, quando as mortes diárias chegariam a 53 pessoas, chegando a 3.975 mortes no dia 1º de dezembro.

“Estas projeções são estimadas com base em dados oficiais e revelam o que diz o Ministério da Saúde. Não é uma sentença de morte, mas sim um aviso se os casos não forem interrompidos à tempo”, disse o neurocirurgião Miguel Ángel Velázquez Blanco, durante entrevista a rádio Universo 970 AM, de Assunção.

Para o médico, o momento é de interromper o nível de contágio evitando os encontros sociais clandestinos, usando máscara, mantendo distanciamento físico, lavando as mãos e evitando exposições desnecessárias.

Velázquez Blanco ressaltou que aumentar o número de leitos não resolve o problema, sendo que o país não conta com a quantidade necessária de profissionais capacitados. “Não podemos aumentar o número de leitos, chegamos a um ponto que não há a possibilidade de incremento. Então, a solução é que esses leitos não sejam ocupados”.

O último boletim divulgado pela Ministério da Saúde do Paraguai, na terça-feira (25), registrava 14.228 casos confirmados, com 231 mortes por covid-19.

Fonte: Rádio Cultura