Para antecipar diagnóstico, cresce procura por oxímetros

O aparelho permite detectar de forma precoce se uma condição respiratória grave está se formando, mesmo que não haja sintomas

Cascavel – Depois da corrida por alimentos, papel higiênico, máscaras e álcool em gel, a busca do consumidor agora tem sido por equipamentos médicos. A bola da vez são os oxímetros, aparelho que permite detectar de forma precoce se uma condição respiratória grave está se formando, mesmo que não haja sintomas.

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“O oxímetro não é um produto vendido habitualmente a usuário doméstico, e sim a estudantes das áreas da saúde, a hospitais e a clínicas. Por isso, não tínhamos muitos em estoque. Vendíamos um aparelho por mês e olha lá. Agora, em um dia chegamos a vender sete unidades”, revela o empresário Dirnei Manoel da Maia, da Hospitally Equipamentos Médico-Hospitalares.

Nas farmácias, a procura pelo equipamento também aumentou. Em uma rede cascavelense, há fila de espera pelo produto.

A corrida por oxímetros teve um boom na última semana após reportagem exibida pelo “Fantástico”. Nela, médicos disseram que pessoas chegam aos prontos-socorros normalmente, até falando ao celular, mas com saturação de oxigênio no sangue como se estivessem na altitude do pico de uma montanha.

Com a maior procura, o preço do produto, comercializado na faixa de R$ 180 em Cascavel a opção de dedo, tende a aumentar. “Isso já aconteceu com os assessórios. Luvas e máscaras estão em falta desde o início da pandemia. Aconteceu também com termômetros de testa, que custavam cerca de R$ 180 e agora estão por R$ 600. Em média, a procura por esses produtos aumentou três vezes, e os preços também. E praticamente tudo o que é eletrônico ou usa componentes eletrônicos vem da China e tem o preço em dólar, que está em alta. É uma questão de mercado”, explica Dirnei.

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