Imagem forte

O confronto generalizado – no termo relatado pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães na súmula – ao fim de Cruzeiro x Palmeiras teve a imagem do soco desferido por Sassá em Maike como a mais marcante da confusão. O cruzeirense e o palmeirense foram expulsos após o apito final, assim como Diogo Barbosa, do Verdão. Para quem viu, a agressão causou asco. Ou ranço, na palavra da moda.

Nada justifica

Empurrões, discussões e provocações são comuns no esporte e visam desestabilizar psicologicamente o adversário, mas nada justifica a agressão. Por isso, o cruzeirense Sassá transmite a imagem de covarde, ainda que Maike também tenha tentado a agressão. Esse tipo de atitude acalora os ânimos, como de fato aconteceu, com a torcida do Palmeiras, minoria no Mineirão, entrando em conflito com as forças de segurança presentes no estádio, e os cruzeirenses polvorosos em revidar a atitude dos palmeirenses.

Desestabilidade

A desestabilidade emocional foi vista recentemente também no clássico Grenal. Esse jogo em questão expôs que alguns jogadores de Internacional e Grêmio haviam feito uma espécie de pacto para evitar as provocações – os colorados passaram por dificuldades nos últimos anos enquanto os tricolores venciam tudo -, mas o pedido de trégua foi deixado de lado pelos atletas do Inter que comemoraram a vitória no Grenal com provocação aos gremistas.

Vida real

Na “vida real”, fora dos holofotes do futebol brasileiro, a provocação existe e também extrapola o tom da brincadeira. A ideia parece ser: “quanto mais agressiva e ofensiva, melhor”. Nenhum grupo de amigos que discutem futebol deve ter passado sem troca de agressões, seja verbal, por mídias sociais ou veladas, desde a definição dos finalistas da Copa do Brasil. E quem é agredido, geralmente quer revidar. E isso lembra Sassá e Maike, com a imagem do agressor como covarde.

Empatia?

Com isso, o Brasil parece caminhar a passos largos para cada vez mais ser o país da intolerância. Nada mais exemplificativo do que os tempos de eleições vividos atualmente.