OMS suspende testes com hidroxicloroquina contra a covid-19

Depois de 14 dias, anuncia agora que as novas evidências científicas e testes realizados revelam que a substância de fato não reduz a mortalidade em pacientes internados com a doença

Rio Janeiro – A OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou, em coletiva nessa quarta-feira (17), que vai suspender os ensaios clínicos com hidroxicloroquina contra a covid-19.

A entidade já havia suspendido os testes com a substância, que é usada para tratar doenças autoimunes e alguns tipos de malária, no dia 25 de maio, depois dos resultados preliminares de um estudo publicado na revista The Lancet. Após uma série de dúvidas sobre o estudo e uma revisão de dados, entretanto, a entidade retomou os ensaios na primeira semana de junho. E, depois de 14 dias, anuncia agora que as novas evidências científicas e testes realizados revelam que a substância de fato não reduz a mortalidade em pacientes internados com a doença.

“As evidências dos ensaios sugerem que a hidroxicloroquina, quando comparada com o padrão de tratamento em pacientes hospitalizados, não reduz a mortalidade. Com base nessa análise e nas revisões publicadas, chegamos à decisão de interromper os estudos randomizados com hidroxicloroquina”, afirmou Ana Maria Henao-Restrepo, chefe do departamento de pesquisa de vacinas da OMS.

Os testes com a cloroquina foram realizados dentro dos ensaios da iniciativa global Solidariedade, que busca tratamentos para o novo coronavírus. Segundo Ana Maria Restrepo, o órgão também considerou os resultados publicados pelo Recovery, ensaio clínico realizado por pesquisadores do Reino Unido, que já havia suspendido os testes com a droga por eles não apresentarem efeitos “benéficos” no tratamento da Covid-19.

A decisão foi tomada em decisão entre o Comitê Executivo da OMS, o Comitê de Segurança e Monitoramento de Dados do Solidariedade e os principais pesquisadores do projeto.

 

Decisão dos EUA

Na última segunda-feira (15), a FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, equivalente à Anvisa no Brasil, já havia suspendido o uso do medicamento para pacientes do coronavírus.

Segundo o comunicado do órgão, não era “mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina possam ter eficácia no tratamento da doença”.

 

 

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