Angélica Limberger

Nasceu: 20 de janeiro de 1992

Faleceu: 25 de dezembro de 2018

 

Angélica, guerreira!

Sabe aquelas histórias em que a menina simples estuda muito, forma-se na rede pública e consegue uma bolsa integral de estudo na faculdade? Qualquer semelhança com a curta mas brilhante carreira de Angélica Limberger não é mera coincidência.

Filha de Geromildo e Maria Madalena, Angélica nasceu em Cascavel no dia 20 de janeiro de 1992.

Dedicada nos estudos, a nota alta no Enem lhe garantiu uma bolsa integral no curso de Direito da Univel. Começava ali a construir sua carreira profissional, com apenas 17 anos de idade.

Pouco antes de se formar, já obtinha sua aprovação no exame de Ordem da OAB. “Em 2017 ela iniciou a carreira como advogada. E era uma advogada brilhante”, afirma a irmã Marinês Micoanski.

Após concluir a graduação, Angélica começou a cursar Filosofia na Unioeste de Toledo e no último ano começou a trabalhar como agente penitenciária na 15ª Subdivisão Policial. Depois foi para a PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) e trabalhou como agente até 2016. Tornou-se então advogada do sindicato e passou a defender as causas dos agentes penitenciários. No fim de 2018 foi laureada pela OAB pela sua destacada atuação na gestão 2016/2018 da entidade.

 

O sonho do pai

Angélica Limberger era filha de agricultores que sempre trabalharam para ver as três filhas formadas e conseguiram. “Somos duas professoras e ela, advogada. O sonho do meu pai era esse ver as filhas formadas e uma delas advogada”, conta Marinês Micoanski.

Angélica tinha uma casa no sítio dos pais, era fanática pelo Corinthians, amava os cachorros e gostava muito de tatuagens.

Há poucos dias apresentou sua tese de mestrado em educação pela Unioeste de Cascavel.

Para a família ela vai fazer muita falta. “É um momento muito difícil para todos nós”, completa a irmã.

 

Homenagens

Pelas redes sociais, advogados e amigos prestaram homenagens a Angélica. O advogado Marcelo Navarro, da Comissão de Direitos Humanos da OAB Cascavel, postou: “Tive a honra de dividir por diversas vezes palestras sobre Direitos Humanos com essa verdadeira guerreira. Feminista, militante e defensora incansável dos direitos fundamentais da humanidade tem direito de gravar seu nome no rol dos defensores dos direitos humanos. ANGÉLICA! PRESENTE!”

 

Despedida

Angélica Limberger faleceu vítima de um infarto fulminante em 25 de dezembro aos 26 anos de idade. Foi velada na Acesc e seu corpo sepultado no Cemitério Cristo Redentor, Bairro Guarujá, em Cascavel. Ela deixou o namorado, Marcelo, a mãe Maria Madalena, o pai Geromildo e as duas irmãs Cristiane e Marinês.