A pessoa que cria um provérbio revela-se muito inteligente e perceptiva, capaz de ver aquilo que geralmente é verdade e tirar conclusões acerca disso.

Torne-se sábio em vez de zombador. Torne-se receptivo ao ensino em vez de incorrigível.

Há uma relação muito estreita entre Sabedoria e Deus.

De onde você tira suas opiniões? Qual a história? Como elas chegaram à sua mente?

Uma ideia que você não sabe de onde veio transforma qualquer argumento em favor dela em um “remendo”. É uma fita adesiva. É um pensamento na base da “gambiarra”.

Se você não sabe a origem das suas ideias, você não sabe a sua própria história interior. Você não tem consciência de quem você é intelectualmente.

E, se você não tem consciência de quem você é, as suas ideias são no máximo uma palhagem, não têm raiz, nem dentro de você, nem por sua experiência e que por isso mesmo não significam absolutamente nada.

 

Uma pergunta: Para que discutir ideias que não significam absolutamente nada?

Um meio para tornar nosso caminho mais brando para discussões significativas está no aproveitamento que podemos tirar dos grandes homens.

O contato com os gênios é uma das graças de escolha que Deus concede aos pensadores modestos; nós deveríamos nos preparar para isso como devemos fazê-lo para a oração, segundo a Escritura, como nos recolhemos e nos colocamos numa postura de respeito ao abordar um personagem importante ou um santo.

Pensamos pouco demais no privilégio dessa solidariedade que multiplica a alegria e a utilidade de viver, que amplia o mundo e torna nossa estada nele mais nobre e mais cara, que renova para cada um a glória de ser homem, de ter o espírito aberto aos mesmos horizontes que os grandes seres, de viver alto e de fundar com seus iguais, com seus inspiradores, uma sociedade em Deus.

“Depois dos gênios, seguem-se imediatamente aqueles que sabem reconhecer o valor dos gênios”, dizia Thérèse Brunswick, referindo-se a Beethoven.

Muitos que vieram antes de mim e antes de você, como Homero, Sófocles, Virgílio, Dante, Shakespeare, Corneille, Racine, La Fontaine, Pascal…

Se forem filósofos, será que abririam mão de Sócrates, Platão, Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, Descartes, Leibniz, Kant, Maine de Biran, Bergson? Sendo cientistas, então não saberiam o que devem a Arquimedes, Euclides, Aristóteles novamente, Galileu, Kepler, Lavoisier, Darwin, Claude Bernard, Pasteur?

Enquanto homens religiosos, pensem no empobrecimento de todas as almas se elas não tivessem lido, depois de São Paulo, Santo Agostinho, São Bernardo, São Boaventura, o autor de A Imitação, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa, Bossuet, São Francisco de Sales, Newman…

A maioria não leu. Eu mesmo ainda não li, no entanto, estou muito convicto de que será vital que isso de fato seja lido, para jamais dar espaço para que minha vida não seja uma deformidade intelectual.

É por isso que, atualmente, a deformidade aparece tanto no público e quanto no privado, dominando as redes sociais.


Juliano Gazola é fundador da Bioliderança® no Brasil, business executive coach, reprogramador biológico

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