Foz do Iguaçu – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que vai ampliar os testes para covid-19 no Brasil em resposta às demandas apresentadas em encontro virtual com 39 prefeitos, inclusive o de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, que defendeu também a ampliação das remessas de vacinas e a instalação de barreiras sanitárias nas cidades fronteiriças. O encontro ocorreu no fim da tarde de segunda-feira.

A pauta do encontro, articulado pela FNP (Frente Nacional de Prefeitos), debateu ainda estratégias de médio e longo prazo para prevenção de novas variantes da pandemia. “Estamos com as cidades aeroportuárias, que operam voos internacionais, e as fronteiriças para que posamos discutir como podemos trabalhar cada vez melhor para prevenir a entrada das cepas e como enfrentar essa questão da melhor forma. Estamos juntos nessa batalha para vencer o coronavírus”, disse o presidente da FNP, Edvaldo Nogueira, prefeito de Aracaju (SE).

Os prefeitos, segundo Brasileiro, defenderam protocolos mais rígidos em aeroportos e regiões fronteiriças.

Queiroga afirmou que ideia é ampliar a testagem para “níveis próximos do que acontece nos EUA e no Reino Unido”. Segundo o ministro, atualmente, o Brasil não realiza mais do que 690 testes por 100 mil habitantes.

 

Compra

Dessa forma, o Ministério da Saúde já encaminhou para a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) a compra de 14 milhões de testes de antígeno.

Queiroga defendeu uma medida normativa que imponha a testagem de todas as pessoas que estejam nos aeroportos. Segundo ele, o pedido já foi encaminhado para a Secretaria de Vigilância em Saúde e depois será discutido com prefeitos e governadores.

“Vamos trabalhar para que, dentro de um curto espaço de tempo, a gente possa enviar mais testes para serem utilizados dentro da política de testagem estabelecida pelo Ministério, para que tenhamos rastreabilidade e saibamos acompanhar exatamente o momento da pandemia”, disse.

Chico Brasileiro, vice-presidente da FNP para as Cidades Fronteiriças, destacou que a entrada das variantes no Brasil “começa pela fronteira” e afirmou que os municípios estão dispostos a ajudar: “Sabemos que a Anvisa não tem recursos humanos para atuar nas fronteiras. Queremos proteger o Brasil”.

 

Vacinas

Sobre a distribuição de vacinas, Queiroga garantiu ser “sensível à agenda”, mas que as ações precisam ser pactuadas pela CIT (Comissão Intergestores Tripartite), com Conass e Conasems, conselhos de secretários estaduais e municipais de Saúde. “Essas vacinas têm que ser distribuídas conforme o que é pactuado na tripartite”, resumiu.

Para o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, presidente do Consórcio Conectar, mais importante do que dividir de forma equânime os imunizantes, é “controlar e garantir que não tenha disseminação de uma cepa mais contagiante”. “Meu pensamento é que, a partir de setembro, teremos uma condição sanitária mais tranquila no Brasil e aí estaremos programando uma saída dessa pandemia e retomada mais forte da economia”, ressaltou o ministro da Saúde.