Médico dá dicas para viajar de avião durante a gravidez

A gravidez é um dos momentos mais intensos da vida de uma mulher. E esse período mescla comemorações, mudanças no corpo e muita emoção. Mas, quando envolve uma viagem, seja para fazer o enxoval no exterior ou simplesmente para relaxar, bate aquela dúvida sobre como vai ser desfrutar dessa nova experiência.

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“O mais importante é, certamente, garantir que a viagem seja tranquila tanto para a mamãe quanto para o bebê, que está na barriga” afirma José Sallovitz, médico cardiologista da Allianz Travel, líder em oferta de seguro viagem, e que atua no Brasil como representante da Allianz Seguros no segmento viagem.

Segundo o médico, “os cuidados vão desde os exames gestacionais até a escolha do destino”.

Confira as dicas do especialista e se prepare para arrumar as malas e cair no mundo:

Período gestacional

O médico explica que antes de planejar uma viagem é preciso fazer uma visita ao obstetra. “O período recomendado para uma mulher saudável que não apresenta complicações gestacionais é viajar até a 28ª semana. O médico fará uma avaliação na saúde da mamãe e do bebê e, caso esteja tudo bem, já pode arrumar as malas!”

Regras da companhia aérea

As companhias aéreas possuem regras para o embarque de gestantes e essas restrições diferem de empresa para empresa. “A maioria permite o embarque até a 28ª semana de gestação sem restrições. Entre a 28ª/29ª semana e a 35ª/36ª semana, na maioria das vezes um atestado médico é exigido para comprovar a estabilidade do quadro. Em alguns casos, a companhia pode solicitar que a mulher assine um termo de responsabilidade. Já a partir da 37ª semana a gestante será liberada para embarcar somente acompanhada do médico responsável”, ressalta o médico.

Escolhendo o assento no avião

Nesse período, não é recomendável ficar sentada sem se movimentar por muito tempo, por isso o especialista sugere o assento na primeira fila e no corredor. “São os locais com mais espaço, pois durante a gravidez, a mulher costuma ir ao banheiro mais vezes e se você estiver na janela ou em uma fila apertada o desconforto será muito grande. Se o assento for perto do toilette, melhor! Caminhe durante o voo para diminuir o inchaço dos pés que normalmente acontece”.

Escolha bem o destino

O ideal é planejar um local calmo e que dê para descansar bastante antes da chegada do baby. Prefira sempre lugares que não sejam totalmente afastados, pois a qualquer sinal de complicação será necessário recorrer à assistência obstétrica 24 horas. “Por mais saudável que seja a gestante, imprevistos podem acontecer”, alerta. Para o médico cardiologista José Sallovitz, até a geolocalização da cidade deve ser observada. “Devem ser evitados locais muito altos como Cusco ou Macchu Picchu, por exemplo, pela pouca quantidade de oxigênio disponível”.

Atenção a temperaturas extremas

O médico ainda explica que, nessa época, os locais muito quentes ou muito frios devem ser evitados. “O calor forte aumenta o desconforto e pode provocar inchaços, quedas de pressão, tonturas e muito cansaço. Além disso, exige um consumo maior de líquidos e, portanto, mais idas ao banheiro”. Já o frio intenso exige o uso de roupas pesadas e isso pode dificultar a movimentação de alguém que pode já estar com 10 quilos a mais. “O fato de a mulher não transpirar pelo frio também aumenta o número de idas ao banheiro”. Portanto, condições extremas de temperatura devem ser evitadas.

Seguro viagem

Passagens compradas, assentos selecionados e destino escolhido: será que não está faltando nada? Sim, o seguro viagem precisa fazer parte desse pacote. Nem todas as mamães que pretendem viajar com o barrigão reconhecem a importância de se fazer um seguro para gestantes, mas essa é uma medida simples que pode representar muito na hora do sufoco. “É muito importante que a grávida contrate um plano para gestantes, que habitualmente oferece assistência em casos de complicações obstétricas, partos prematuros e até mesmo abortos espontâneos.”, sugere o cardiologista.

É preciso verificar ainda se o plano também tem assistência ao recém-nascido que, por ser prematuro, poderá necessitar de um período longo de hospitalização. “Por isso é fundamental verificar com muita atenção a cobertura oferecida”.

 

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