CORONAVÍRUS

Médico alerta que fim de estado de emergência “é mais administrativa”

24 de maio de 2022 às 08:02
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Cascavel – Depois de um mês em que foi assinada a portaria da decisão do Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou ao fim, no domingo (22), o estado de emergência em saúde pública de importância nacional, decretado em função da pandemia de Covid-19 no Brasil.A portaria assinada no dia 22 de abril previa o prazo de 30 dias para que estados e municípios se adequassem à nova realidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a decisão do governo brasileiro foi tomada com base do cenário epidemiológico mais ameno e o avanço da campanha de vacinação no país. Segundo o Ministério da Saúde, apesar da medida, nenhuma política pública de saúde será interrompida e o ministério vai continuar dando apoio aos estados e municípios em relação à continuidade das ações que compõem o Plano de Contingência Nacional.

No dia 12 de maio, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), prorrogou, a pedido do Ministério da Saúde, o prazo de validade das autorizações para uso emergencial de vacinas contra Covid-19, que deixariam de ser usadas na campanha de vacinação contra a doença com o fim do “estado de emergência”. A medida vale também para medicamentos que só deveriam ser usados durante a crise sanitária.

Segundo a decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa, as autorizações permanecerão válidas por mais um ano. No mesmo dia, a Anvisa alterou a resolução que permite a flexibilização das medidas sanitárias adotadas em aeroportos e aeronaves, em virtude do encerramento do estado de emergência. Entre as mudanças, estão a retomada do serviço de alimentação a bordo e permissão para retirada de máscaras para se alimentar, durante o voo.

 

E os médicos?

O médico Rodrigo Nicácio, que esteve à frente do Serviço Médico de Urgência e Emergência, Consamu Oeste, durante grande parte do pior cenário da pandemia, analisou que a ação administrativa é necessária e importante para o atual momento. “Isso não significa o fim da pandemia em si, mas a suspensão de uma série de autorizações que tiveram vigência durante os últimos dois anos para facilitar e agilizar ações de enfrentamento”, explicou o médico.

Nicácio lembrou que a medida é mais administrativa e se refere as esferas de governo que devem se reorganizar e rever planejamentos pra seguir com ações e investimentos, como sempre fora feito e que “muitos ganhos ficarão, como a telemedicina que foi formalmente liberada no país, com respaldo para diversas atividades médicas por tecnologia remota”. Para o médico, estava na hora disso ocorrer, já que os indicadores do momento dão sustentação técnica para a medida adotada pelo governo.

Um dos sinais de recuo da pandemia em Cascavel, é que há mais de um mês o boletim diário da doença com casos e óbitos, deixou de ser lançado diariamente e passou a ser divulgado apenas uma vez por semana, já que de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foi necessário priorizar os dados da dengue no momento em que os casos tiveram crescimento acentuado. Também a maioria dos municípios deixaram de emitir os boletins diários por conta da queda de casos de Covid. O mesmo aconteceu com o boletim de ocupação de leitos da macrorregião.

O secretário de Saúde de Cascavel, Miroslau Bailak, disse que administrativamente o Município vai seguir com seus trabalhos e que continua reforçando recomenda sobre a importância de vacinar e ainda manter o uso de máscaras em locais fechados.

 

Uso de máscara

No caso das unidades de saúde, o uso ainda é obrigatório, por ser um local de trânsito de várias pessoas com doenças diversas, sendo necessário prevenção para segurança de funcionários e pacientes. Também no transporte público, o uso de máscara continua sendo recomendado, mas já não é obrigatório.

Para Bailak, é importante o uso permanente para pessoas que estejam com algum tipo de sintomas de gripe, o que ajuda a combater a transmissão não apenas da Covid-19, como também dos outros vírus bastantes comuns nessa época do ano, com a chegada do frio e o aumento das síndromes de sintomas respiratórios.

O uso das máscaras de proteção facial deixou de ser exigido desde o dia 29 no estado do Paraná também em ambientes fechados. No dia 16 de março, a Secretaria Estadual de Saúde já havia liberado o uso em locais abertos. Mesmo com a liberação, algumas “exceções” acabaram sendo mantidas por meio de uma resolução mais detalhada e que traz orientações sobre excepcionalidades onde o uso de máscaras continua sendo recomendado.

 

ABR

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