Um trabalho de referência para a comunidade. A Associação de Moradores do Bairro Maria Luiza, presidida há três anos por Ibrahim Carneiro, é reconhecida por solucionar problemas e dar voz às demandas da população local.

“O morador confia na associação. Quando tem algum problema vem até nós porque sabe que de alguma forma será resolvido”, afirma Carneiro. E por conta deste serviço prestado, pouco se tem a reivindicar. Conforme o presidente, não há problemas graves a serem cobrados, porém, alguns ajustes seriam bem-vindos.

Um deles e, de acordo com Carneiro, o principal é a dificuldade de acesso de quem chega ou sai do Maria Luiza pela Avenida Carlos Gomes. O “muro de concreto”, assim denominados os canteiros centrais da avenida, dificulta o tráfego entre o bairro e o Parque São Paulo. “O ideal seria retirar o muro para que em quaisquer ruas do Maria Luiza haja acesso ao outro lado da cidade. É um muro que divide um bairro do outro, o que é desnecessário”, comenta.

Além disso, a falta de identificação das ruas atrapalha. “Quem não conhece o bairro acaba se perdendo, pois várias ruas estão sem a plaquinha com o nome”, diz o presidente. A ideia da Associação de Moradores era pintar o nome de cada rua nos postes de energia elétrica. Porém, a prática é proibida pela Copel (Companhia Paranaense de Energia). O jeito será então solicitar à prefeitura para que sejam colocadas as placas onde ainda fica difícil encontrar a localização.

Carneiro pede ainda que seja analisada a possibilidade de a prefeitura instalar um semáforo na Rua Alexandre Gusmão, principalmente por conta do fluxo intenso de crianças e adolescentes nos horários de entrada e saída da escola. “A gente sabe que ali o maior movimento é em horário de aula e seria bom que tivesse esta segurança a mais”, explica.

Em breve

Há pouco tempo, os moradores do Maria Luiza receberam uma boa notícia. Carneiro conta que o projeto de construção de um Cmei (Centro Municipal de Educação Infantil) está finalizado e em breve sairá do papel, um alento aos pais que hoje levam os filhos para os centros do Pacaembu e do Parque São Paulo.

“O bairro foi contemplado com um novo Cmei e tem muita gente ansiosa para que tudo aconteça logo. Muitos pais precisam pagar uma escolinha, mesmo sem ter condições. E aqueles que buscam acesso à educação pública municipal em outros bairros, na maioria das vezes não conseguem vaga”, relata o presidente.

No bairro, outra demanda que estava reprimida, há dois anos foi atendida. E segundo Carneiro, com excelência. É que antes deste período, dez mil pessoas aguardavam a implantação de uma USF (Unidade Saúde da Família), hoje em funcionamento no local. “Todos pediam um posto de saúde e recebemos uma USF. O atendimento lá é muito bom e sabemos disso porque a associação sempre acompanha o trabalho das equipes”, garante.

Festa do Morango

O Bairro Maria Luiza também é conhecido por promover uma das festas mais tradicionais de Cascavel. É a Festa do Morango, que ocorre em agosto, no Centro de Convenções. Neste ano, haverá novidades às crianças, que terão um espaço diferente para explorar. Além disso, Carneiro adianta que a Associação de Moradores acerta a vinda do locutor de rodeios Marcos Brasil para a edição de 2018.

O que também repercutiu positivamente no ano passado e que será mantido nesta edição é o chopp de morango. O dinheiro arrecadado na festa será revertido a entidades locais.

E para simbolizar a festa, a Associação de Moradores do Maria Luiza quer construir um monumento ou um portal na praça Padre Xixom, onde todas as quartas-feiras e domingos ocorre a Feirinha do Produtor. “Não sabemos ainda o que fazer, mas pensamos em um morango ou algo que lembre a festa. Também não tem ainda uma data específica para começar a fazer isso, mas é algo que com certeza será feito”, diz Carneiro.

Segurança

No próximo dia 8 de junho, a Associação de Moradores do Maria Luiza realizará uma reunião para discutir a implantação do sistema Vizinho Solidário, que hoje já funciona em vários bairros da cidade.

Enquanto isso, quem continua prezando pela segurança local é o Apoio Comunitário. Há 15 anos, Tadeu passa, das 18h às 4h, todos os dias da semana, por todas as ruas do bairro, de olho em qualquer ação suspeita. Ele não aborda ninguém nem substitui o trabalho da polícia, mas está ali para vigiar. “Com o carro, ele cuida do bairro”, ressalta o presidente.

O vigia não tem salário fixo e depende de contribuição espontânea de cada morador. Segundo Carneiro, são emitidos boletos, divididos em 12 parcelas, com o valor estipulado pelo próprio beneficiado, que varia de R$ 15 a R$ 50. “Quando o boleto é pago o dinheiro cai direto na conta da pessoa”, explica. O Vizinho Solidário, por sua vez, não vai extinguir o serviço, mas sim contribuir.