Brasília – O juro pode subir com mais rapidez, de acordo com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nessa terça-feira. O principal motivo é a inflação, que insiste em se manter em patamares elevados. Nos 12 meses encerrados em maio, o IPCA – a inflação oficial calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – acumula uma alta de 8,06%.

Para o Banco Fibra, o comitê deixa aberta a porta para um ajuste mais agressivo, levando a taxa básica de juro para um patamar contracionista, o que dependerá da avaliação do cenário a cada reunião.

Relatório do Itaú aponta que é possível uma alta de um ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do comitê do BC (Banco Central), prevista para acontecer no início de agosto. Com isso, a taxa iria para 5,25% ao ano.

“O Copom afirma que antevê outro reajuste da mesma magnitude [0,75%], mas destaca que uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte relevante pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários, abrindo assim espaço para potencialmente acelerar o ritmo de alta da taxa Selic”, cita o relatório.