Insumos hospitalares: Sesa socorre HU com envio de medicamentos

O HU já precisou recorrer a empréstimos de outras unidades de saúde e agora aguarda a chegada de medicamentos e material hospitalar enviados pelo próprio governo do Estado

Reportagem:  Cláudia Neis

Cascavel – A falta de estoque de materiais e medicamentos no HU (Hospital Universitário) de Cascavel, que teve episódios críticos em 2019 e inclusive é acompanhado pelo Ministério Público, continua sendo uma realidade enfrentada pela gestão que assumiu a Reitoria da Unioeste (Universidade do Oeste do Paraná).

O reitor Alexandre Webber buscou soluções para o problema antes mesmo de assumir, tentando uma liberação orçamentária ainda em 2019 para não deixar que os estoques zerassem. Mas até o momento a liberação orçamentária do Estado não aconteceu. Mesmo assim, ele empenhou R$ 1,5 milhão para aquisição de estoque de produtos para um mês. Por conta do prazo de entrega dos itens, o HU já precisou recorrer a empréstimos de outras unidades de saúde e agora aguarda a chegada de medicamentos e material hospitalar enviados pelo próprio governo do Estado. “São itens que serão enviados pela Sesa [Secretaria de Estado da Saúde]. Não é comum enviarem esses itens, estão ajudando para darmos estabilidade ao Hospital Universitário”, explica Webber.

O pagamento dos médicos terceirizados, que deveria ter sido feito em dezembro foi regularizado esta semana.

A reportagem questionou a Sesa sobre quais seriam os itens enviados e o valor estimado, mas não houve retorno até o fechamento da edição.

Obras

A visita do chefe da Casa Civil, Guto Silva, à nova equipe, esta semana, já rendeu agenda para uma reunião em Curitiba no mês que vem. “Com o Guto combinamos uma reunião em Curitiba em fevereiro após um levantamento de dados que já está sendo feito sobre o HU. Nessa reunião vou levar propostas. Cada obra, quanto falta e a necessidade de pessoal. Vamos propor escalonar as obras e mostrar que temos bem menos funcionários que os outros hospitais”, adianta Alexandre.

As duas principais obras em curso no HU são a Ala Materno Infantil e o Pronto-Socorro.

O reitor afirma quer escalonar as obras, ou seja, finalizar a parte térrea da ala para que o Centro Obstétrico, que, de acordo com ele, é o maior problema, para iniciar o atendimento no local.

Já sobre o Pronto-Socorro, que resta 2% da obra a concluir, o reitor adianta que não basta a finalização da estrutura física, mas há a necessidade de contratação de profissionais para atuar na nova estrutura e as duas situações devem ser discutidas nesse encontro.

O reitor está confiante em conseguir soluções para as questões mais emergenciais.



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