Informe da redação: fiscal do Paranhos, Cartão Comida Boa e Pente-fino

Fiscal do Paranhos

Centro Optico Parana

Quem tem mais de 40 anos, certamente vai se lembrar dos “fiscais do Sarney”, que iam aos mercados conferir se o tabelamento de preços estava sendo cumprido. Em Cascavel, podem ser criados agora os fiscais do Paranhos. Isso porque o prefeito Leonaldo Paranhos, em transmissão ao vivo, nessa sexta (19), pediu que a própria população faça a fiscalização nas ruas e sugeriu que aborde quem estiver sem máscara. “A fiscalização terá que ser feita pela própria população. Que pergunte a uma pessoa por que está andando sem máscara. Esse é um desafio de todos, não apenas do prefeito da cidade ou da Secretaria da Saúde, é um desafio de todos. Quero pedir a você, que está cumprindo, que faça a fiscalização”, disse.

 

Comida Boa

Para garantir integridade e transparência do programa Cartão Comida Boa, que prevê três repasses mensais de R$ 50 a pessoas que precisam da ajuda, órgãos estaduais vão cruzar informações para verificar se o benefício foi obtido por pessoas economicamente vulneráveis. A CGE (Controladoria-Geral do Estado) se uniu à Polícia Civil para identificar eventuais irregularidades. Em todo o Paraná, são 750 mil cartões.

 

Sobrando

Apesar do cenário atual, em Cascavel tem cerca de 5 mil cartões sobrando, ainda não retirados. É que o governo estadual enviou às prefeituras uma relação de quem teria acesso ao benefício, mas alguns cadastros estão desatualizados e as pessoas listadas não têm interesse em receber a ajuda.

 

Covidão

Após escândalos de irregularidades em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, algumas prefeituras também estão na mira da fiscalização por suspeita de uso irregular de verbas contra a covid-19. Em menos de 20 dias, municípios paranaenses já estão na mira do TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado) por suspeita de irregularidades.

 

​Pente-fino

Uma comissão criada dia 1º de junho analisou gastos de 100 prefeituras e em 56 encontrou problemas, que já estão em fase de investigação. O trabalho aponta desde compra de produtos na área da saúde com sobrepreço até contratações sem relação com o combate ao coronavírus, utilizando indevidamente a legislação específica para essa finalidade.

 

Investigados

Como a maioria dos procedimentos de fiscalização ainda não está concluída, o TCE não quer divulgar os gestores responsáveis nem os municípios. Mas cita o caso de uma prefeitura, em município de aproximadamente 30 mil habitantes, que está gastando R$ 800 mil na lavagem da frota oficial, pagando R$ 90 por veículo. Em outro, tem empresa de irmão de vereador beneficiada.

 

Show em tempos de covid

Um dos casos já concluídos é do oeste. Em Santa Terezinha de Itaipu, a prefeitura havia contratado grandes shows para a realização de uma festividade local. Questionada, a prefeitura rescindiu e comprovou a devolução dos valores relativos a dois dos três shows contratados. Essa devolução totalizou R$ 470 mil, que haviam sido adiantados pelo município aos artistas.

 

 

C/qr code

Frigorífico vai a leilão

 

A massa falida do frigorífico Larissa, no Paraná, envolvido na Operação Carne Fraca da Polícia Federal em 2017, vai a leilão segunda-feira (22) por quase R$ 8 milhões. No leilão, serão oferecidos máquinas e equipamentos que compunham a fábrica, além de imóveis e barracões. O leilão será on-line, a partir das 10h, e os lances já podem ser dados (acesse pelo QR code). Os lotes serão vendidos separadamente e totalizam R$ 7.932.370. Se não houver interessado, um novo leilão será realizado dia 29, com lance a partir de R$ 5.552,659. Localizada em Iporã, a cerca de 50km de Umuarama, a empresa foi investigada na Carne Fraca por vender produtos vencidos, trocar etiquetas e transportar produtos sem a temperatura adequada. Após a operação e a prisão preventiva do proprietário, a empresa teve a falência decretada. O valor arrecadado no leilão será usado para pagamento de dívidas trabalhistas, além de outros credores.

Otica Central

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