Informações desencontradas

Por Carla Hachmann

As queimadas na Amazônia colocaram o Brasil no cerne de uma crise internacional que culminou com ameaças absurdas, como rompimento do acordo Mercosul-União Europeia e boicote à carne brasileira.

O presidente Jair Bolsonaro classificou de “guerra de informação” o bombardeio sofrido nos últimos dias. Mas coube à ministra Tereza Cristina trazer bom senso ao assunto: “Acho que eles precisavam saber primeiro do Brasil o que está acontecendo antes de tomar qualquer tipo de medida”.

Não é de hoje que a questão ambiental é tratada com paixões exacerbadas. Muitas vezes se exclui a coerência e vira tudo oito ou oitenta. E é o que está havendo agora. Confunde-se até a intenção de alguém “rezar pela Amazônia”. Virou um balaio de gato.

Mas fato é fato! E, mesmo que o presidente repita seu discurso de que a imprensa é sua inimiga, nunca precisou tanto dela. É preciso difundir o que de fato está havendo, escancarar os números (e não apenas contradizê-los), mas principalmente mostrar as ações. E a imprensa tem tentado fazer exatamente isso. A maior parte, pelo menos.

O fogo é real; fauna e flora estão ardendo em chamas. Assim como também são reais os milhares de brigadistas que está lá, arriscando suas vidas na tentativa de frear as queimadas.

O quintal é nosso, mas é claro que ele afeta nossos vizinhos. E, por ser nosso, é nossa a responsabilidade de cuidar bem dele.

O jeito mais efetivo de combater os maus intencionados, que querem levar vantagem diante de um problema tão sério, é não lhes dar argumento. Façamos a nossa parte. Apontar o dedo não ajuda, só atrapalha. A estratégia é unir as mãos.



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