O Fórum Municipal de Educação, em parceria com os conselhos e secretarias municipais de educação, promoveu nesta sexta-feira (08), a Conferência Intermunicipal da Educação com a participação de oito municípios: Foz do Iguaçu, Matelândia, Missal, Medianeira, Ramilândia, Serranópolis do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e São Miguel do Iguaçu.

O evento, que aconteceu no formato on-line, é uma preparação para a Conferência Nacional da Educação (CONAE) e teve como tema: “Inclusão, equidade e qualidade: Compromisso com o futuro da educação brasileira”.

O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, participou da abertura da conferência e comentou sobre a responsabilidade de se pensar na educação num cenário de pós-pandemia. “Sabemos o quanto nossas crianças e a educação sofreram com a pandemia. Precisamos reconstruir nossas bases para alcançarmos bons resultados na alfabetização, na aprendizagem e na inclusão. Devemos construir um plano nacional que seja um instrumento de cidadania para o presente e o futuro do nosso país”, disse.

A secretária da educação, Maria Justina da Silva, falou sobre o compromisso dos gestores em avaliar a situação atual e contribuir para a construção do Novo Plano Nacional de Educação 2024/2034, que norteará os rumos da Política Educacional. “Estamos muito felizes em realizar essa conferência envolvendo os oito municípios porque acreditamos que essa contribuição será fundamental para a construção e o enriquecimento do novo plano nacional da educação, priorizando sempre a qualidade do ensino público”, comentou.

Elaboração do PNE

A palestra de abertura da conferência foi conduzida pela professora e pesquisadora Maria do Pilar, que explicou sobre a elaboração do novo PNE e abordou o tema central do encontro, sobre inclusão, equidade e qualidade no ensino.

“A educação é um sistema entrelaçado. Quanto mais se fortalece a educação infantil, melhores as crianças chegarão às escolas, com mais desenvolvimento e estímulo. E quanto mais preparada a escola, melhor será a formação destas crianças. O PNE precisa ser debatido desta forma, pensando nos projetos e nas necessidades da educação básica”, disse.

Um dos exercícios sugeridos pela professora foi a avaliação diagnóstica e a identificação das principais necessidades, especialmente sobre as metas não alcançadas, para que sejam novamente incluídas no PNE. “O PNE 2024-2034 deve propor estratégias de superação das desigualdades existentes no sistema educacional brasileiro, e estabelecer metas exequíveis, para que seja atingida a equidade, em seu conceito mais amplo”, explicou.

A inclusão praticada no Brasil, segundo Maria do Pilar, pode ser considerada uma prática de integração. “Integrar não é a mesma coisa que incluir. A inclusão social pode ser precedida pela integração, porém ela não supre o necessário e desejado. Políticas de inclusão são políticas que reconhecem as diferenças, respeitam as diversidades e dão as mesmas oportunidades para todos.

Maria do Pilar é professora de história da educação básica, foi diretora de escola, secretária municipal da educação de Belo Horizonte (MG), secretaria de educação básica do Ministério da Educação (MEC), liderou o movimento em defesa de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a Educação Infantil, foi eleita Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e atualmente é pesquisadora associada a FGV.

A Conferência Intermunicipal seguirá ao longo da tarde com os debates em grupos, divididos em oito eixos. Além do novo PNE, a conferência nacional terá como pautas o sistema educacional brasileiro, abordando aspectos como a formação continuada de professores; currículos; financiamento, política de cotas, educação especial, educação profissional e tecnológica; Inclusão, Equidade e Qualidade na Educação.

 

(Assessoria Foz)