Local que receberá intensa carga de jogos no Paranaense de Futebol 2019, ano em que Cascavel terá duas equipes na elite do campeonato estadual pela primeira vez na história, o Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto vive um impasse que parece se repetir a cada início de competição.

Tem sido assim há pelo menos dois anos, desde a reforma geral que modernizou o local. A celeuma desde então se dá pelas rampas de acesso do público geral às arquibancadas. Todas as 19 entradas precisam passar por adequações no grau de inclinação, umas com maior, outras com menor necessidade de correção.

Em 2017 o Município formou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Corpo de Bombeiro comprometendo-se a resolver a pendência. Encerrado o prazo de um ano o acordo foi renovado. Com isso, o laudo de Prevenção e Combate de Incêndio, emitido pelo Corpo de Bombeiros, mantém o Estádio Olímpico liberado para uso até o próximo dia 20 de janeiro, dia no qual está marcado FC Cascavel x Toledo para o local, pela primeira rodada do campeonato.

“Uma terceira renovação no TAC é possível, mas somente com a concordância no Ministério Público. Nesse caso, o novo prazo será semelhante aos anteriores: um ano”, explica o Tenente-Coronel do 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros, Fernando Raimundo Schunig.

Secesp avalia cumprir obras nas arquibancadas

Com o Estádio Olímpico “fechado” enquanto o gramado recebe tratamento especial para o início do Paranaense, a Secesp (Secretaria de Cultura e Esporte) de Cascavel avalia cumprir as exigências do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) e corrigir o grau de inclinação das rampas de acesso às arquibancadas.

Ontem, a pedido da pasta, uma equipe do setor de engenharia da Secretaria de Serviços e Obras Públicas do município esteve no estádio (foto) para realizar medições para levantar os custos da obra.

“Nós trabalhamos com duas possibilidades. Nessa quarta-feira a equipe da Sesop concluiu o projeto das rampas, para ver se conseguiremos cumprir o TAC até dia 20 de janeiro, que é nossa data limite. Enquanto isso, já solicitamos uma audiência com a promotora Larissa [Kaick Vitorassi Batistin] como um ‘Plano B’, caso seja preciso pedir uma prorrogação do TAC”, explica o secretário municipal de cultura e esporte, Ricardo Bulgarelli.

Outros laudos

Além do laudo de Prevenção e Combate de Incêndio, emitido pelo Corpo de Bombeiros, o Estádio Olímpico de Cascavel precisa de outros três para ser liberado para uso. O de Segurança, emitido pela Polícia Militar, foi confeccionado após vistoria realizada nesta semana e solicitou o plano de segurança do local para liberá-lo para jogos com torcida. Já os de Engenharia, emitido pelo Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná), e de Condições Sanitárias e de Higiene, emitido pela Vigilância Sanitária, foram confeccionados após vistorias há 15 dias. O único a apresentar exigência foi o de Condições Sanitárias, solicitando a identificação do promotor do evento a cada utilização do estádio.