COTIDIANO

IEA: demanda global de petróleo deve subir 2% indo para novo recorde

15 de junho de 2022 às 13:00
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A demanda mundial por petróleo aumentará mais de 2%, indo para um recorde de 101,6 milhões de barris por dia (bpd) em 2023, disse hoje (15) a Agência Internacional de Energia (IEA), embora os preços altíssimos do petróleo e as previsões econômicas enfraquecidas diminuam as perspectivas.

A IEA, com sede em Paris, também afirmou, em seu relatório mensal, que a oferta estava sendo restringida pelas sanções à Rússia por sua invasão da Ucrânia.

“Os temores econômicos persistem, já que várias instituições internacionais divulgaram recentemente perspectivas pessimistas”, explicou a IEA, prevendo que a demanda aumentaria 2,2 milhões de bpd, ou 2,2% em 2023 em comparação com 2022 e excederia os níveis de antes da pandemia.

“Da mesma forma, o aperto da política monetária, o impacto de um dólar em alta e o aumento das taxas de juros sobre o poder de compra das economias emergentes significam que os riscos para nossas perspectivas estão concentrados no lado negativo”, afirmou a agência.

As economias da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) seriam responsáveis ​​pela maior parte do crescimento da demanda em 2022, enquanto a China lideraria os ganhos em 2023, à medida que emerge dos lockdowns contra a covid-19.

Restrições

As recentes restrições à covid-19 na China colocam o maior importador de petróleo do mundo no caminho de sua primeira queda na demanda neste século, informou a IEA.

A recuperação geral da demanda e as restrições na oferta por causa das sanções à Rússia e os aumentos cautelosos da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevaram os preços do petróleo acima de 139 dólares o barril em março. Nesta quarta-feira, o Brent é negociado perto de 120 dólares o barril.

Mas a Agência Internacional de Energia disse que a oferta em breve corresponderá à demanda, acrescentando: “Após sete trimestres consecutivos de fortes compras de estoque, a desaceleração do crescimento da demanda e o aumento da oferta mundial de petróleo até o final do ano devem ajudar a reequilibrar os mercados mundiais de petróleo”.

ABR

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