Com um custo estimado em R$ 40 milhões, a nova rede de captação de água tornará o Rio São José o principal manancial de abastecimento público em Cascavel. Devido ao recente surto de diarreia supostamente provocado pela água contaminada, o vereador Celso Dal Molin (PR) segue investigando e agora chegou à futura fonte de água dos cascavelenses.

A nova subestação fica a 15 quilômetros da atual, esta última que capta água dos Rios Cascavel e Saltinho, responsáveis por 60% da água canalizada até as moradias hoje (45 milhões litros/dia). O consumo é de 75 milhões de litros/dia.

Com a captação pelo Rio São José, o abastecimento será de 65 milhões de litros/dia.

Dal Molin verificou que o manancial apresenta riscos graves e busca dados e confirmações de que a obra milionária não será edificada em vão devido aos níveis de contaminação do Rio São José. “Pude ver resíduos, espuma branca na água, onde a qualidade já se apresenta imprópria para o consumo humano. Será que precisamos desse custo alto para abastecer Cascavel? Não tem outra saída? Precisamos de água, mas devemos debater todos esses riscos antes de realizar a obra”.

O parlamentar constatou que em dias chuvosos a terra das lavouras escorre até o leito do rio e leva o veneno aplicado nas plantações e fezes de animais. Um laudo apresentado a Dal Molin pelo Instituto Águas Paraná constatou que há influência de detritos animais na água. “Onde será instalada a captação, no Rio São José, o laudo mostra a influência de contaminação e os resíduos chegam até as nascentes. Isso está tirando meu sono, pois trará problemas para Cascavel. Teremos problemas com a água”.

Dal Molin pretende realizar agora audiências públicas, convocando autoridades do Município e do Estado.

A obra para captação de água do Rio São José está praticamente parada, embora a licitação tenha ocorrido quatro anos atrás. Uma discussão na Justiça sobre a posse dos imóveis a serem indenizados barra a continuidade do trabalho.

O parlamentar busca dados sobre os custos dessas indenizações.

A expectativa é de que hoje, durante a sessão, ele apresente o montante a ser pago em ações de indenização.

Caução nas obras

Por unanimidade, os vereadores aprovaram ontem o projeto sobre a exigência de garantia por parte de vencedoras de licitações de obras e serviços. Com a lei, as empresas terão de garantir o cumprimento dos certames e, para isso, reservar caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, seguro-garantia ou fiança bancária. A lei entra em vigor em novembro, caso sancionada pelo prefeito Leonaldo Paranhos (PSC).

 

Reportagem: Josimar Bagatoli