Diamante do Sul – Na Semana Nacional do Trânsito, que começou ontem e segue até o dia 25 deste mês, um dado para se refletir e que nem mesmo o acirramento da crise ajudou a estancar os números.

Segundo as estatísticas oficiais do Detran-PR, a frota de veículos no oeste do Paraná cresceu 12 vezes mais que a população nos últimos cinco anos, de 2013 a 2018.

Segundo estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), viviam nos 50 municípios da região em 2013 um total de 1.278.531 pessoas. Em 2018, subiu para 1.307.461, um incremento de 28.930 moradores.

Na ponta que reflete a mobilidade urbana motorizada, os dados do Detran revelam que em junho de 2013 o oeste tinha 755.444 veículos motorizados, o que representava média de um para cada 1,7 habitante. Em junho de 2018, último mês atualizado, estavam registrados no sistema do Departamento Nacional de Trânsito do Estado 903.844 veículos com placas de municípios do oeste. Aumento de 24% em cinco anos, com ganho de 148,4 mil novos carros, motos e caminhões, reduzindo a proporção de um veículo para cada 1,4 habitante.

A maior frota proporcional ao número de habitantes está em Diamante do Sul. Por lá, os 3.454 moradores têm 3.476 veículos, ou seja, há mais veículos que gente. Em Ramilândia é onde está a menor proporção: são 1.727 veículos para 4.426 habitantes, média de 2,5.

Em números absolutos, Cascavel tem a maior frota, mas também a maior população. São 324.476 pessoas para 225.033 veículos, média de um veículo para 1,4 habitante. Foz do Iguaçu vem na sequência com 175.719 veículos e 258.823 moradores, proporção de 1,5 habitante por carro. Em Toledo são 138.572 moradores e 100.031 veículos, também média de 1,4 pessoa por veículo. Sozinhas, essas três maiores cidades da região oeste concentram 55% de toda a frota, totalizando 500.783 veículos.

Os que mais cresceram

Diamante do Sul é, de longe, o município onde a frota mais cresceu nos últimos cinco anos. Segundo o Detran, em junho de 2013 a cidade contava com 1.042 veículos. Em junho passado já eram 3.476, aumento de 234%. Em contrapartida, o número de moradores no período recuou em 4%, baixando de 3.583 em 2013 para 3.454 em 2018.

Enquanto o número de habitantes avançou 11% em Cafelândia em meia década (de 16.020 para 17.775), o número de automotores avançou incríveis 35% (de 8.776 para 11.889).

Aliás, dos 50 municípios do oeste, apenas um teve perda de frota no período analisado. Diamante D’Oeste tinha 1.757 veículos em junho de 2013 e agora tem 1.459. A justificativa aqui pode estar na transferência de automotores para outras cidades.

Frota velha

O Estado do Paraná conta hoje com 7,48 milhões de veículos, segundo dados do Detran, e 62,5% da frota corresponde a veículos fabricados antes de 2009, o que coloca o Paraná como o segundo estado com mais veículos “envelhecidos” (dez anos ou mais de fabricação), atrás apenas do Rio Grande do Sul (com 64,2%) e bem acima da média nacional, de 56%.

De acordo com o Denatran, a maior parte da frota paranaense é composta por veículos que possuem mais de 16 anos de idade – são 2,87 milhões de unidades fabricadas antes de 2002, o equivalente a 38,4% da frota.

Já os veículos que possuem de 16 e dez anos (produzidos de 2002 a 2008) somam 1,801 milhão de unidades (24,1%), enquanto aqueles fabricados de nove a cinco anos (2009 a 2013) respondem por 24,2% (1,808 milhão). Por fim, os veículos mais novos, produzidos a partir de 2014 somam 1 milhão, o equivalente a 13,4% da frota.