Alegria que transborda! Essa foi a sensação vivida por estudantes e professores do curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Cascavel, durante a realização do 14º Fórum de Egressos, que, mesmo de forma remota, possibilitou sentir felicidade, aconchego, reconhecimento e agradecimentos à classe.

Transmitido via Youtube, o evento comemorou os 20 anos do curso e contou com uma surpresa: a divulgação do conceito 4, conquistado na avaliação in loco do Ministério da Educação, realizada em março deste ano.

A divulgação desse selo de qualidade foi feita pelo diretor da Unidade, professor Gelson Uecker, que saudou e parabenizou os professores, responsáveis técnicos, alunos e egressos. “Temos muito a comemorar! O mérito desse êxito é de todo o colegiado”, exclamou, ao abrir o Fórum.

Na ocasião, ele também destacou os bons índices de empregabilidade que o curso de Enfermagem da Unipar tem alcançado: “Temos egressos ocupando postos de gestão, pois as grandes colocações na região são de profissionais da Unipar, e nos orgulhamos disso! Que sirva de incentivo aos nossos alunos”.

Nos quesitos avaliados pela comissão do MEC estão dimensão didática pedagógica, corpo docente e instalações físicas. O conceito 4 – na escala de 1 a 5 – é considerado “muito bom” e por isso está sendo comemorado efusivamente.

“Significa que temos um curso de nível máximo! Parabéns a todos vocês, grandes heróis desta pandemia… não sou só eu quem diz, a sociedade reconhece: vocês são exemplo do cuidar, este ano mais do que nunca… Somos eternamente gratos”, sentenciou.

Excelência em formação

Ainda sobre o resultado da avaliação, a coordenadora de Enfermagem, professora Débora Girardello, enfatizou que o curso tem “fortes raízes na sociedade e semeia o compromisso em formar enfermeiros competentes e abnegados”.

“Nossos egressos se destacam em diferentes áreas de atuação – na assistência em saúde, gestão, pesquisa e ensino. Além da ocupação em bons cargos, que muito nos alegra, temos a certeza do atendimento competente que oferecem no dia a dia à população”, disse.

Segundo ela, “esse selo representa a alta qualidade e diversidade dos campos de estágio, pontos positivos e diferenciais na nossa formação, já que cuidamos de gente”.

A docente aproveitou a oportunidade para exaltar os movimentos em prol da valorização da classe, como redução da sobrecarga de trabalho e salário. Na sequência, apresentou os palestrantes, os ex-alunos Joabe Cândido Ferreira (turma de 2016) e Daiana Rheinheimer dos Santos (turma de 2015), para compartilhar suas vivências profissionais.

Os convidados atuam na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da Ala Covid no HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná). Joabe está na coordenação da UTI, que conta com cerca de 130 profissionais de Enfermagem.

Covid e conflitos

Durante a palestra, Daiana e Joabe falaram sobre estágios na época da graduação, cursos de especialização, experiência em urgência e emergência, atuação na área hospitalar, cuidados na Ala Covid, medos, como criar rotinas, método de paramentação, sensação de trabalhar frente ao desconhecido/doença nova, conflitos entre a equipe e problemas com a comunicação.

“Aos poucos fomos evoluindo na questão de cuidado e nos organizando internamente, enquanto equipe, planejando como diminuir os gastos e os riscos”, disse o coordenador, lembrando da escassez de EPIs (Equipamentos de Segurança Individual) no início da pandemia, da insegurança do paciente e da necessidade de capacitação, feeling e entrosamento dos profissionais de saúde.

Os enfermeiros lembraram o pico da pandemia, com internações a cada hora, o desejo de acompanhar todos os pacientes, a falta de mão de obra suficiente com experiência em UTI e o esgotamento físico e psicológico.

Também destacaram a necessidade de uma equipe multiprofissional, que se unificou aos poucos – psicologia, assistência social, fonoaudiologia e fisioterapia – e a importância de uma comunicação efetiva horizontal, que nos lembrasse que “estamos todos no mesmo barco, precisamos nos ajudar”.

Segundo Daiana, o distanciamento da família é uma barreira grande para ultrapassar: “Com a pandemia, quebramos alguns protocolos da UTI, adotando as chamadas por vídeo para a família ver o paciente; por telefone, também informamos sobre a evolução do caso e até óbito… O fato de a família não ver o paciente dificulta a aceitação”.

Por Cristina Schlosser, Assessoria de Imprensa

Curso de Enfermagem estampa selo 4 estrelas na avaliação do MEC