COTIDIANO

Forças de segurança apontam limitações e AMIC PR deve atuar com reivindicações ao judiciário e legisladores

02 de junho de 2022 às 16:40
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A AMIC PR reuniu nesta quinta-feira (02) representantes do setor de segurança pública de Cascavel para discutir sobre o aumento da criminalidade que tem assolado o município e tendo como um dos principais alvos empreendimentos comerciais.

O encontro foi conduzido por três eixos, começando pelo problema da atuação dos chamados “apiteiros” (que são pessoas que fazem rondas no bairro sem regulamentação adequada). As autoridades alertam que esta é uma atividade não regulamentada e que a atuação é realizada sem alvará.

Sobre esse tema, a constatação é de que é preciso uma ação integrada, principalmente na via administrativa. A preocupação é que a atuação destas pessoas está à margem da lei. Existem diversos pontos que geram questionamento e necessitam de uma ação incisiva dos órgãos para evitar que os apiteiros continuem agindo, muitas vezes coagindo moradores a pagarem pelas supostas rondas.

O furto de cobre, os assaltos e arrombamentos em empresas também foram debatidos pelos presentes. Estiveram representados: Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Transitar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Conseg e Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Paraná.

Em sua fala, a presidente da AMIC PR Sonia Xavier, destacou que a entidade, ao falar em nome de mais de 2.000 associados, busca uma aproximação construtiva com o tema e ser uma ferramenta útil para auxiliar na concretização de melhorias em prol da segurança da sociedade.

“Estamos saindo de uma crise econômica provocada pela pandemia e essa insegurança assola o mundo empresarial, agravando o desânimo de empreender e trazendo sérios prejuízos. Estamos sensíveis ao tema e a reunião é uma oportunidade de compreendermos melhor o que está sendo feito e como, enquanto associação, podemos auxiliar”, comenta Sonia.

A delegada-chefe da 15ª SDP (Subdivisão Policial de Cascavel), Mariana Vieira, apontou que o caminho é cobrar as autoridades estaduais, para que priorizem em seus planos de investimentos, o setor da segurança pública. “No primeiro trimestre os crimes contra patrimônios excederam 2 mil registros. É um volume muito grande, mas temos problemas operacionais, de efetivo, para que possamos desenvolver as investigações”, comentou a policial.

O tenente coronel Jorge Fritola, comandante do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Cascavel, relatou o trabalho ostensivo dos policiais e enfatizou com a adoção de policiamento satélite, que colabora para o combate à criminalidade. “Estamos prendendo diariamente, mas não é o suficiente, temos dificuldades em aplicar a lei”. A autoridade acrescenta que o aumento do número de usuários de drogas é alarmante e reflete nestes arrombamentos. “Precisamos que algo seja feito e isso envolve o judiciário e legisladores”.

Na oportunidade, o tenente coronel também compartilhou dicas que podem ajudar a inibir a ação dos arrombadores e assaltantes, convidando a AMIC PR a multiplicar a informação com seus associados. “São formas de minimizar. Por exemplo, colocar uma câmera de segurança bem posicionada, de forma a registrar o rosto do criminoso. Isso ajuda na nossa atuação de repressão e depois na própria investigação e enquadramento criminal”, explicou o comandante da PM.

A gerente da Guarda Municipal de Cascavel, Clemair da Silva Leite Sturzbecher, relatou que são 84 agentes atuando na cidade, em 4 turnos, e que os profissionais são um braço importante para a segurança pública, mesmo com limitações. “Ficamos mais focados nos prédios públicos, mas estamos atuando em toda a cidade em várias frentes. Então estamos fazendo nossa parte e nos esforçando para corresponder”, aponta Clemair, que concorda com a necessidade do enrijecimento da lei.

Após as colocações das autoridades e as discussões com várias falas e contribuições, a diretoria da AMIC PR se encarregou de encaminhar as reivindicações ao poder judiciário e também aos políticos federais, tendo como principal cobrança o enrijecimento das leis e a aplicação do código penal de forma mais assertiva. Uma nova reunião ocorrerá dentro de aproximadamente 20 dias, ampliando o debate.

“Nosso apelo, como instituição representativa da classe empresarial, ganhou apoio das autoridades da segurança pública e agora vamos dar continuidade para que ações mais efetivas sejam tomadas. Ficou evidente que o enrijecimento da lei e a aplicação forte do código penal é a principal demanda que poderá fortalecer o combate à violência em Cascavel. Além de trazermos mais pessoas para o debate”, finaliza a presidente da AMIC PR.

Assessoria

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