Falta UTI: HU lota e pacientes vão a outras cidades

A lotação, que dura cerca de dez dias, ficou pior desde a última quinta-feira

Cascavel – Novamente o aumento de acidentes registrado na região trouxe problemas na regulação de pacientes e lotou o HU (Hospital Universitário) de Cascavel. A lotação, que dura cerca de dez dias, ficou pior desde a última quinta-feira (6), quando a demanda de pacientes vítimas de acidentes aumentou. “Há períodos em que acidentes acontecem com mais frequência e a região sofre com a demanda principalmente de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O HU é referência, inclusive para outras regionais, para algumas especialidades, o que faz com que a demanda seja grande”, explicou o diretor-geral do HU, Rafael Muniz de Oliveira.

Contudo, ele diz que não serão suspensas as cirurgias eletivas. “Na nossa sala de emergência, que funciona como uma espécie de UTI para o paciente grave até que se consiga leito, temos capacidade para atender cinco pacientes. Durante toda esta segunda-feira (10) tivemos seis pessoas ali. Então suspender as eletivas não resolveria porque o leito necessário é UTI, assim como o Pronto-Socorro também não resolve porque não tem UTI lá”.

Rafael garantiu que nenhum paciente foi recusado pelo hospital.

 Regulação

A demanda de pacientes graves na Central de Regulação das Urgências, operada pelo Consamu (Consórcio Intermunicipal Samu Oeste), é alta e, de acordo com o diretor técnico do Samu, Rodrigo Nicácio, os outros dois prestadores colaboraram recebendo pacientes graves que geralmente iriam para o HU. “Tivemos várias regulações de pacientes inclusive com politraumatismo para o Hospital São Lucas e o Hospital do Coração, vítimas de infarto… essa colaboração tem sido muito importante para a estabilização do sistema de urgências. Tivemos também outros casos regulados e transferidos para outras cidades e regiões. Ninguém fica desassistido na necessidade de acesso ao HU, mas a demanda é grande e estamos continuamente buscando leitos dentro das referências fornecidas pelo Estado”, explica.

Nicácio alerta sobre a possibilidade de hospitais de cidades menores passarem a ter melhor estrutura para baixa e média complexidades que possam atender pacientes que hoje têm somente como referência o HU.

 



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