Explosões deixam 1 morto e 30 feridos no sul da Tailândia

BANGCOC ? Um cidadão tailandês foi morto e 30 pessoas ficaram feridas quando duas bombas explodiram na terça-feira perto de um hotel da cidade de praia tailandesa de Pattani, sul do país, afirmou a polícia. As explosões vêm menos de duas semanas após uma série de outras bombas terem atingido pontos turísticos do país. Na ocasião, a polícia tailandesa assegurou que os ataques foram um ato de sabotagem, com o objetivo de desestabilizar o país, e descartou uma ação terrorista islâmica internacional.

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A primeira explosão desta terça-feira em um estacionamento atrás do Hotel Southern não causou vítimas, disse o tenente coronel Winyu Tiamraj.

? A segunda explosão veio de um caminhão estacionado na entrada do hotel, resultando em uma morte e 30 feridos ? declarou ele, acrescentando que todas as vítimas são tailandesas.

As explosões ocorreram menos de duas semanas após uma série de explosões atingir três dos resorts mais populares da Tailândia, matando quatro pessoas e ferindo outras dezenas. Poucos dias antes, o país havia votado em um referendo no qual aceitou uma Constituição apoiada pelos militares. Dois homens foram detidos para interrogatório.

DESAFIO AO EXÉRCITO

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelas explosões do início do mês, mas suspeita-se de insurgentes separatistas que combatem o Estado tailandês no extremo sul. Os rebeldes dominam as técnicas de detonação de bombas à distância e os dispositivos de duplos artefatos para provocar o maior número possível de vítimas.

Nos dois anos em que os militares estão no poder, não há soluções à vista para o conflito, que deixou milhares de mortos em uma década de confrontos.

A polêmica nova Constituição foi adotada em referendo, em um contexto de fortes restrições das liberdades públicas. A junta militar havia proibido fazer campanha pelo não, sob ameaça de penas de prisão.

Os partidários da ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra, deposta pelos militares em 2014, denunciaram que o regime manipulou a consulta popular ao não permitir o debate. Mas Yingluck pediu aos seus simpatizantes, sobretudo aos chamados Camisas Vermelhas, que acatassem o resultado e se concentrassem nas legislativas previstas para 2017. Também condenou os atentados.

O fato de os atentados terem sido cometidos no aniversário da rainha Sirikit da Tailândia sugere ainda um desafio lançado ao Exército, que tomou o poder em 2014 em nome da proteção da monarquia.


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