USA-OBAMA_ WASHINGTON ? Autoridades americanas anunciaram nesta segunda-feira que 15 detentos da prisão de Guantánamo foram transferidos aos Emirados Árabes Unidos, na maior retirada de detentos da penitenciária durante o governo do presidente Barack Obama. A saída de 12 cidadãos do Iêmen e três afegãos reduz o número de detentos da base naval norte-americana localizada em Cuba para 61. A maioria está presa sem acusações ou julgamento por mais de uma década, o que atrai fortes críticas da comunidade internacional.

A prisão de Guantánamo, em Cuba, foi criada para abrigar suspeitos de terrorismo depois do atentado às Torres Gêmeas em Nova York, em 2001. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estabeleceu como uma das principais metas do seu governo o fechamento da prisão.

O presidente, que esperava fechar a prisão durante seu primeiro ano de mandato, enfrentou a oposição de muitos parlamentares republicanos, assim como de alguns democratas.

Guantánamo é considerada um marco de violações dos direitos humanos pelo governo americano. Principalmente durante os governos de George W. Bush, suspeitos de terrorismo levados para a prisão denunciaram abusos na base em solo cubano. Entre os presos, as idades variam entre 13 e 89 anos. A prisão teve seu ápice de população carcerária em 2003, quando havia 680 prisioneiros no local.