Sexta-feira, 24 de dezembro de 2021, véspera de Natal! A esperada data do Natal, todos os anos, gera expectativa positiva em praticamente tudo e todos. É fato que neste ano, em especial, as festas de fim de têm se recoberto de um novo sentido de renovação. Depois de dois anos de pandemia, muita coisa mudou, porém, algumas continuam exatamente igual, ou em segunda análise, pioraram.

Em 2020, o ‘grande presente’ para todos era a vacina contra a Covid-19. Agora, muita gente não voltou para tomar a segunda dose e completar necessário ciclo vacinal para que, efetivamente, se possa caminhar para o controle real da doença e o fim da pandemia. Toda tecnologia disponível e o avanço científico inquestionável verificados nos últimos dois anos, infelizmente, ainda não foram (ou são) suficientes para gerar no ser humano sua arma mais poderosa contra qualquer mazela sanitária, econômica, social e até moral: a consciência.

Na edição deste final de semana, o O Paraná trará duas matérias que merecem atenção. Uma trata dos desafios da pandemia para 2022 a partir da ótica de técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). A fundação, até então pouco conhecida e reconhecida pela grande maioria dos brasileiros, agora, é referência e norteia decisões e “discursos”.

Em dos pontos abordados, os cientistas apontam como desafio o combate a politização das medidas de enfrentamento da pandemia, que são vitais para a proteção da saúde e da vida da população: “Esse processo (politização) tem combinado a desvalorização de medidas preventivas fundamentais de proteção – como distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização das mãos – com a propagação organizada de fake news e a criação de um clima de descrédito e desconfiança em relação às vacinas”. Fato!

A segunda matéria trata do Natal e sua essência. A festa genuinamente cristã, em 2021, marca para muitas famílias o primeiro fim de ano sem um ou mais dos seus entes queridos ou amigos próximos que perderam a guerra contra a coronavírus. Líderes cristãos (um pastor e um padre) trazem reflexões que todos precisam fazer.

A vida continua sendo o maior e mais legítimo patrimônio pelo qual se deve lutar. E, cada ação que contribua para com esse intento merece apoio, reconhecimento e novo estímulo. Entretanto, todo e qualquer movimento contrário a ela precisa ser combatido com energia redobrada. Se Natal é sinônimo de vida e esperança, então, também é hora de cada qual recobrar sua consciência, agir e reagir contra quem vai contra essa razão!