Uma comitiva de voluntárias da Embaixada Solidária de Toledo foi recebida pela Embaixadora do Haiti em uma reunião organizada pela União da Comunidade – Estudantes e Profissionais Haitianos (UCEPH) e o Centro Estadual de Informações para Migrantes, Refugiados e Apátridas (CEIM), na capital do Estado.  A intenção do encontro foi alinhar questões relacionadas ao processo migratório, legalização de documentação e desafios enfrentados pela população haitiana no Brasil. A Prefeitura Municipal de Toledo também participou do evento.

A Embaixada Solidária levou pautas importantes como a empregabilidade e a educação, além das situações emergenciais como a fragilidades das mulheres migrantes diante da violência e outras dificuldades.  Essa não foi a primeira iniciativa da Embaixada Solidária para articular resoluções e politicas públicas para refugiados.

A presidente da Embaixada Solidária, Edna Nunes, fez um pedido especial para a embaixadora haitiana Rachel Coupaud.  “Precisamos juntar forças e dar voz e oportunidade às mulheres em situação de fragilidade social e que estão recomeçando suas vidas no Brasil. Não vamos vencer essas dificuldades de maneira isolada, mas será muito mais produtivo se uma rede de proteção que realmente funcione e que possa levar essas mulheres ao protagonismo de suas histórias”, declarou Edna Nunes.

Edna Nunes lembrou o silencimento das mulheres pelo mundo e pediu empenho nas questões de gênero e protagonismo feminino. “Geração de renda e o fortalecimento da identidade e direitos são ações que precisam de execução e garantias”, finalizou.

Rachel Coupaud ouviu atentamente a manifestação da comitiva da Embaixada Solidária e comprometeu-se em não medir esforços para que o recomeço dos imigrantes seja mais fácil. “É um tempo de aproximação e cooperação. O Haiti vive um momento muito difícil e isso reflete em nosso povo que está espalhado pelo mundo”, relatou a Embaixadora.

Acompanhada por sua comitiva, Rachel Coupaud, reafirmou sua preocupação pela descentralização e a interiorização do atendimento da Embaixada da República do Haiti. “O Brasil é imenso e sabemos que a logística será gigantesca, porém necessária para melhorar a vida da população haitiana no Brasil”, finalizou.

HISTÓRICO – A embaixadora agradeceu o trabalho voluntário e de referência realizado por entidades do terceiro setor, como no caso da Embaixada Solidária.  A ONG é formada 100% por voluntários e vai completar seis anos de existência. Atua em Toledo e Região e já atendeu mais de 14 grupos étnicos.  A comitiva da ES foi formada pela presidente da entidade, Edna Nunes, a porta-voz e tradutora Ruth Nicolas e a relações públicas Camila Sumi.

POLÍTICAS PÚBLICAS – A Secretária da Mulher de Toledo, Jennifer Teixeira marcou presença no evento e acompanhou a comitiva de Toledo. “Estamos articulando importantes politicas públicas e esse momento é um divisor de águas para esse processo. Temos desafios, mas estamos focados em adotar medidas que nos permita avançar nesse sentido”, declarou Jennifer Teixeira.

(Assessoria)