Foz do Iguaçu – O Governo Ratinho Junior enfrenta hoje seu primeiro protesto à frente do Estado. Educadores por todo o Paraná farão atos contra o aumento da jornada de trabalho de pedagogos e as punições a professores da rede estadual.

Em Foz do Iguaçu e região, o ato está marcado para as 8h30, na sede do Sismufi (Sindicato dos Servidores Municipais).

Os profissionais da educação pedem a alteração da Resolução nº 2/2019, da Secretaria de Estado da Educação, que institui a hora-relógio para a contagem da jornada de trabalho para pedagogos. A medida também atinge professores readaptados, aqueles que cumprem outra função na escola devido a problemas de saúde.

Desde a alteração da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), com a Lei Federal 11.301/2006, o cargo de pedagogo é equiparado ao de professor. O Plano de Carreira dos Professores do Paraná (Lei Complementar 103/2004) trata como cargo único o de professor e pedagogo, assegurando aos profissionais isonomia.

Para a presidente da APP-Sindicato/Foz, Cátia Castro, o que vem acontecendo desde 2017 é um ataque à jornada de hora-aula de professores e pedagogos. “O governo passou a tratar a jornada, que era de hora-aula de 50 minutos, como jornada de hora-relógio de 60 minutos, impondo maior tempo de trabalho na escola, mantendo a mesma remuneração.”

A dirigente sindical acrescenta que o aumento da jornada de trabalho para professores, pedagogos e professores readaptados está na resolução de distribuição de aulas de 2019. “Ano passado, o Governo Beto Richa havia anunciado mudança da jornada dos pedagogos, mas recuou. Agora, a gestão que acaba de assumir decidiu executar esse ataque”, expõe Cátia.

A educadora enfatiza que essa medida punitiva traz grandes problemas não apenas aos professores e pedagogos, que serão obrigados a trabalhar mais recebendo o mesmo salário; a regra afeta também os diretores, funcionários, alunos e comunidade escolar.