Há duas semanas, o Jornal O Paraná trazia como destaque uma notícia preocupante: o aumento da mortalidade infantil colocava em alerta as regionais do oeste do Estado, que davam início a ações para tentar mudar o quatro. Na segunda-feira, foi a vez de a Folha de S.Paulo reproduzir o assunto como manchete, até porque o País registrou a primeira alta do índice desde 1990. E a situação preocupa.

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) também veio a público para pedir o empenho das autoridades sanitárias no enfrentamento das reais causas para o aumento na taxa de mortalidade infantil do Brasil.

Pela primeira vez em quase três décadas, o indicador voltou a subir e atingiu 14 óbitos infantis para cada mil nascimentos, o que representa um aumento de quase 5% sobre o ano anterior, retomando índices similares aos dos anos 2013 e 2014.

Os números coincidem – ou não – com um outro problema que também já foi alertado pelo Jornal O Paraná e que ganhou maior repercussão no mês passado devido ao término da campanha da gripe: a baixa cobertura vacinal.

Com fantasmas voltando a assombrar, como sarampo e poliomielite, as autoridades voltam os olhos aos pequenos. Essas não são as causas do aumento da mortalidade infantil, até porque geralmente atingem crianças acima de um ano de idade, mas alerta para as consequências do movimento antivacina, aí sim, com relação ao coeficiente maior: a falta de pré-natal e das imunizações necessárias.

As contribuições dos pediatras brasileiros para este e outros debates relacionados à saúde das crianças e dos adolescentes estão sendo reunidas em um documento que será entregue às autoridades federais e aos candidatos às eleições deste ano. As propostas incluem ampliação da oferta de leitos, a melhoria da infraestrutura de trabalho e a valorização do papel do especialista no atendimento.