Na ânsia de assumir o comando do País, o presidente eleito Jair Bolsonaro chegou a defender que parte da reforma da Previdência fosse aprovada ainda neste ano. O objetivo era tentar dar um alívio nas contas públicas e começar a amenizar o rombo histórico e letal.

Ontem, Bolsonaro recuou. Mais que bom senso. Necessidade!

Assunto tão importante, que já andou e travou, que tem versões e números diferentes, precisa de planejamento e coerência. No mínimo.

Isso não significa tirar sua urgência. Contudo, de nada adianta colorir alguns zeros se a conta real é muito mais expressiva.

É preciso analisar a fundo tudo o que envolve o rombo da previdência. As pensões das solteiras, a divergência entre servidor público e trabalhador da iniciativa privada, e os gargalos que podem e precisam ser corrigidos.

Afinal, trata-se do futuro de todos os brasileiros.

Ontem, o presidente eleito afirmou que é preciso olhar mais que números, considerar também o social. “O meu trabalho e o seu são diferentes de quem trabalha na construção civil, por exemplo. Tem que ter coração também”, argumentou.

O déficit da Previdência é assunto recorrente e a necessidade da sua reforma é muito antiga. Pouco foi feito, embora muito criticado, como a inclusão do fator previdenciário.

Certo é que a conta já não está mais sendo paga e daqui a pouco a fonte seca totalmente. Anos de trabalho e planejamento de futuro pensando na aposentadoria podem ser jogados fora. Coerência, responsabilidade e inteligência são as ferramentas que o povo precisa e espera que o governo use quando tratar da nossa previdência.