São Paulo – Pela primeira vez desde 10 de junho do ano passado, o dólar ficou abaixo de R$ 5 nessa quarta-feira (16). Na mínima do dia, a moeda americana à vista caiu 0,90%, para R$ 4,9976. No entanto, o resultado durou pouco tempo e, na esteira da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que manteve sua política monetária inalterada, o dólar voltou a subir e fechou cotado a R$ 5,06, em alta de 0,34%. Diante desse cenário, a Bolsa brasileira (B3) cedeu 0,64%, aos 129.259,49 pontos.

No mercado doméstico, após cair a R$ 4,99 mais cedo, o dólar encostou nos R$ 5,09 após o Fed e as atenções agora se voltam para o fim da reunião do Banco Central do Brasil. Assim, o dólar fechou no meio do caminho entre a mínima e a máxima, com a moeda para julho em alta de 0,20%, a R$ 5,06.

O volume de negócios ontem foi um dos mais altos dos últimos dias, superando os US$ 17 bilhões. Terça e segunda-feira, por exemplo, ficou em US$ 10 bilhões.

Dados do BC divulgados ontem mostram que, este mês, até o dia 11, o fluxo cambial está positivo em US$ 1,5 bilhão.

Como esperado, o Fed manteve os juros e o ritmo das compras mensais de ativos, sem novidades no comunicado. Mas foi no boletim das previsões que apareceram as mudanças. Inflação mais alta pela frente e dirigentes passando a prever ao menos duas altas de juros em 2023. Na entrevista à imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powell reafirmou sua visão de que a inflação mais alta é “transitória”, mas reconheceu que os índices de preços subiram “notavelmente” nas últimas semanas, com risco de se tornar mais altos e “mais persistentes” do que o esperado.

“Daremos sinalização antecipada antes de qualquer ajuste em nossa política”, disse o presidente do Fed. “Se virmos sinais de inflação ou expectativa acima da meta, estamos prontos a agir”, afirmou também.