São Paulo – Os ativos locais tiveram um dia de recuperação nessa segunda-feira (21), em meio ao reforço de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que a política monetária dos Estados Unidos seguirá sem mudanças por mais algum tempo. Já a Bolsa brasileira (B3) subiu 0,67%, aos 129.264,96 pontos, enquanto o dólar caiu 0,91%, a R$ 5,0227.

Declarações do presidente da regional de St. Louis, James Bullard, tiveram repercussão ainda maior, na medida em que ele moderou o tom do que havia falado na sexta-feira, quando previu alta de juros ao fim de 2022. Bullard declarou ontem que os dirigentes do Fed “estão apenas no início” do processo de discutir a gradual redução nas compras de títulos públicos (“tapering”) e ainda “levará algum tempo” até esse processo ser estabelecido e colocado em andamento.

O dirigente não vota este ano nas reuniões de política monetária, mas na sexta estressou os mercados ao falar da possibilidade de alta de juros já ao fim de 2022, enquanto a maioria do Fed prevê em 2023.

Na tarde de ontem, outro dirigente regional, John Williams, presidente do Fed de Nova York, disse que a economia dos EUA ainda não avançou o suficiente para que o Fed ajuste a sua política monetária.

No mercado doméstico, um saldo forte da balança comercial em junho e a perspectiva de votação na Câmara da MP que abre caminho para a privatização da Eletrobrás também ajudaram o câmbio, em meio a relatos de entrada de fluxo e volta do desmonte de posição contra moeda brasileira no mercado futuro, após o reforço da semana passada.