São Paulo – O apetite por risco dos investidores seguiu firme durante toda a segunda-feira (12), dia de noticiário escasso, e também com o apoio do exterior, com Nova York renovando máxima histórica de fechamento. A Bolsa brasileira (B3) encerrou com forte alta de 1,73%, aos 127.593,83 pontos, enquanto o dólar caiu 1,25%, cotado a R$ 5,1740.

Analistas atribuem a apreciação do real também a um movimento natural de correção, após oito pregões seguidos de alta do dólar, em meio a sinais de que o governo pode recuar em alguns pontos da reforma tributária. Na máxima, a moeda bateu em R$ 5,2848 e na mínima, a R$ 5,1640. O dólar para agosto caiu 1,66%, cotado a R$ 5,18350

O diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse que a intervenção do BC no mercado de câmbio na quinta-feira (8), com oferta de 10 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), foi padrão. “Vamos ver se o mercado vai precisar de dólares no fim do ano. É sempre melhor que o mercado resolva seus problemas sozinho, mas, quando isso não acontece, estamos aptos para atuar”, afirmou, em videoconferência organizada pelo Santander.