São Paulo – Um dia antes das reuniões sobre política monetária dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil, o dólar teve um dia volátil, virando da alta para queda em poucos minutos nessa terça-feira (15). Ontem, após bater em R$ 5,10 na máxima, a moeda americana fechou em queda de 0,55%, a R$ 5,0428. A Bolsa brasileira (B3) também foi impactada pelo clima de cautela e cedeu 0,09% , aos 130.091,08 pontos , acompanhando o recuo visto no mercado de Nova York.

O real foi na contramão de outras moedas emergentes, que perderam força ante o dólar de forma generalizada. As captações externas de empresas brasileiras no exterior ou potenciais aportes de estrangeiros em um ambiente de juros mais altos no Brasil, favoreceram a moeda brasileira. O dólar para julho cedeu 0,38%, a R$ 5,0500.

O diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, avalia que o dólar pode romper o piso de R$ 5,00 esta semana “de forma sustentável”, caso o Banco Central não decepcione e entregue ao menos uma alta de 0,75 ponto porcentual na Selic, nesta quarta, além de possíveis novas elevações para a frente. Neste cenário de juro em alta, a melhora do real pode ser sustentável, com chance de a divisa dos EUA operar entre R$ 4,60 e R$ 4,80, avalia o economista.