Capanema – O frigorífico Diplomata, de Capanema, apresenta na noite desta quinta-feira (16), às 19h, o novo complexo do abatedouro de aves, que até o fim de 2019 vai dobrar a capacidade de abates diários. O projeto será divulgado durante palestra com o diretor de Mercados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), José Luiz Pimenta, no Parque de Exposições Armandio Guerra, sede da 20ª Feira do Melado.

De acordo com o gerente de divisão de aves da Diplomata, José Uberti Machado, a nova estrutura representa um grande passo ao desenvolvimento regional. “Hoje, a capacidade de abate diário é de 105 mil aves. Até o fim de 2019, quando as ampliações estarão definitivamente prontas, o frigorífico Diplomata passará a abater 200 mil aves por dia”, diz.

Hoje, a Diplomata conta com o apoio de 220 integrados. Com a ampliação, este número vai chegar a 550 avicultores que poderão contar com uma estrutura mais moderna e que começará a explorar os mais exigentes mercados internacionais, como o europeu. Vale destacar que atualmente o frigorífico Diplomata está presente em toda a região sul do Brasil, além dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O produto, inclusive, já ultrapassou importantes fronteiras e atende consumidores da Arábia Saudita, Emirados Árabes e Japão.

“Nosso produto tem uma facilidade de venda principalmente por conta da qualidade que oferece. A marca é muito bem aceita porque tem respeito com o consumidor”, comenta Machado.

nova estrutura da Diplomata em Capanema vai proporcionar ainda um crescimento na geração formal de empregos. Isso porque quando do aumento da capacidade de abates diários, a expectativa é de que o número de colaboradores chegue a 2,3 mil, uma ampliação de quase 92% no quadro de funcionários atual. Segundo Machado, estima-se a abertura de pelo menos mil novos postos de trabalho neste período.

Pensando nos pequenos

A ideia da ampliação do complexo da Diplomata em Capanema surge de uma necessidade do aumento de produção diante da demanda hoje existente. Além disso, a modernização da empresa impacta diretamente nos integrados, que têm o desejo de investir na propriedade e que, até o fim do próximo ano, poderão enfim, realizar seus sonhos.

“Os pequenos avicultores têm o sonho de construir mais um galpão, um aviário, até porque a ideia de todos é manter a família trabalhando junto na área rural, passar a atividade de geração em geração, de pai para filho, uma forma de ampliar a renda e melhorar as condições da propriedade. O sonho dos produtores rurais foi também o que prospectou este projeto”, afirma Machado.